Dra. Iolanda, 101, uma das primeiras médicas de BH

Por Maya Santana
Dra. Iolanda Viana, uma das primeiras mulheres a se formar em medicina, em BH

Dra. Iolanda Viana tem uma história maravilhosa de vida

Déa januzzi, revista Ecológico –

Para entrar na casa dessa senhora, você tem que deixar para trás a correria e a pressa, porque o tempo dela exige uma conversa longa, ter olhos e ouvidos para dar atenção a uma história de vida exemplar. Ninguém sai do apartamento amplo, confortável, decorado com móveis que também contam histórias, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, sem degustar um lanche de outro tempo: pão de queijo, biscoitos, bolo, geleias, doces diversos feitos em casa – e uma muçarela de tirar o fôlego de tão deliciosa, vinda lá da fazenda Grota Funda, em Lagoa Santa.

Ninguém tem coragem de recusar, porque o tempo dentro do apartamento da doutora Iolanda Maria Maurício Viana, de 101 anos, tem o doce tempero da longevidade saudável. Ela está sentada em uma cadeira na sala de estar. Vestida elegantemente com um conjunto de saia e blusa de tweed, um colar de pérolas, ela responde prontamente – e com bom humor – à pergunta sobre como é envelhecer e atingir a marca dos 101 anos: “Velhice? Para mim ainda não chegou. Ela não deu conta de mim. Sou médica, mas gosto de ler, escrever, faço ginástica, porque comigo tem que ser tudo nos trinques”. Desde menina, tinha o hábito de praticar ginástica sueca no banheiro, antes de tomar banho. “Era uma bíblia para mim, fazia ginástica diariamente.”

Com o filho Virgílio, a quem ensinou a respeitar  o meio ambiente

Com o filho Virgílio, a quem ensinou a amar e respeitar a natureza

Para entrar no mundo de Iolanda, o guia é um de seus quatro filhos, Virgílio Viana, ex-secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas e atual superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável, em Manaus, que a mãe o define como “extraordinário”. Foi com ela que Virgílio aprendeu o amor à natureza e técnicas de manejo na Fazenda Grota Funda, de propriedade da família desde os tempos em que era preciso ir e voltar de charrete, porque não havia asfalto. Até hoje quem dá a palavra final nas vendas de gado e nas decisões mais importantes da família é Iolanda. Virgílio ajuda, mas quem negocia e dá o preço é a mãe.

Não podia ser de outro jeito para essa clínica geral formada num tempo em que as mulheres não podiam entrar no curso de Medicina, pois corriam o risco de não arranjarem um bom casamento. Que nada! Iolanda não só se formou em Medicina como depois fez pós-graduação em Paris, França. Mulher impossível que só tirava nota 10, do curso primário, como era chamado na época, até o exame oral da banca examinadora. “Nunca tirei segundo lugar”, diz Iolanda. Um dos professores que compunha a banca assim se expressou sobre ela: “Esta menina é uma águia. Nós estávamos procurando uma profissional assim como agulha no palheiro”. Clique aqui para ler mais.


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1 Comentários

Benedita Aparecida 4 de agosto de 2015 - 11:09

pessoa maravilhosa DEUS continue abençoando=a <3

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