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Prepare-se para encarar aposentadoria de maneira saudável

Por Maya Santana

Moema Belo, 53, diretora-executiva de uma grande empresa, diz que está pronta pra curtir a nova fase que se aproxima

Moema Belo, 53, diretora-executiva de uma grande empresa, diz que está pronta pra curtir a nova fase que se aproxima

Lilian Monteiro, Estado de Minas –

Ao longo da vida, é sábio estabelecer estratégias para alcançar o que se pretende com o passar dos anos. Nem todos conseguem, mas quem se propõe conquista uma liberdade que o fará enfrentar cada etapa, não totalmente seguro, já que ninguém controla o imprevisível, mas pelo menos terá mais tranquilidade para encarar o que vier. Uma das maiores conquistas culturais de um povo em seu processo de humanização é o envelhecimento de sua população, o que reflete uma melhoria das condições de vida. De acordo com projeções das Nações Unidas no Brasil (ONUBR), a proporção de pessoas com 60 anos ou mais deve duplicar até 2050, e seu número atual deve mais que triplicar, alcançando 2 bilhões em 2050 no planeta. Na maioria dos países, o número de pessoas acima dos 80 anos deve quadruplicar para quase 400 milhões até lá.

Com o Brasil em rápido processo de envelhecimento – há mais de 23 milhões de pessoas com idade superior a 60 anos –, planejar a aposentadoria precisa se tornar um hábito de todos nós. Ter essa atitude é importante para, ao chegar o momento, não ser surpreendido por não ter resposta para a pergunta: E agora?. Na maioria das vezes, todos se preparam para ter a casa própria, garantir a faculdade dos filhos, adquirir o carro do sonho, a viagem inesquecível, acumular riqueza e patrimônio e nem sequer lembram de como será a hora de parar de trabalhar.

Muitas vezes, o susto é a primeira reação. Será que me preparei o suficiente para essa etapa da minha vida? Consegui guardar um bom dinheiro? Como pagarei as contas? Cuidei da minha saúde como deveria? Dei atenção às minhas questões emocionais e psicológicas para lidar com o envelhecer? Conquistei amigos que me acompanharão? Tenho uma família com a qual posso contar? E para quem tem filhos, eles vão estar presentes?

Além do lado financeiro – os gastos especiais próprios da idade –, a aposentadoria é sinônimo de isolamento, solidão e abandono. E cabe a cada um não deixar que isso ocorra, o que não é uma tarefa fácil, por envolver questões diversas. Ao mesmo tempo em que é preciso poupar para garantir o retorno financeiro quando parar de trabalhar, é essencial acumular o gosto pela vida, atenção com a saúde, amizades, ideais, curiosidade, inquietações, desejos que se prolonguem enquanto respirar.

REINVENTE-SE

Aposentadoria deriva do latim pausare – “parar para descansar” – e é direito de todos aqueles que encararam a labuta por muitos anos. O fundamental é que o descanso seja com dignidade, alegria e alto-astral. Nada de ficar no aposento, parado, paralisado. A ordem é se reinventar, viver dentro de cada realidade, sem perder a esperança. Essa discussão é proposta pelo Bem Viver hoje, que procurou ouvir quem segue o passo a passo para saudar a aposentadoria e não temê-la. Como Moema Belo, diretora-executiva do Cotemig, que, desde os 29 anos, começou seu plano de complementação de renda e agora, aos 53, ao se aproximar da aposentadoria, está pronta para curtir o que a nova fase lhe reserva. Sem neuroses, sem medo. “Fiz todo o planejamento, mas tudo na vida é incerto. Minha proposta é ter qualidade de vida na velhice, mesmo porque sou de uma família que vive muito. Minha bisavó foi até os 104 anos.” A ideia é que você se inspire e, se não começou, não perca mais tempo. Clique aqui para ler mais.

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