Ebola: entenda como essa doença mortal se espalha

Por Maya Santana
Agentes de saúde pública estão entre os que mais correm risco de contrair o Ebola

Agentes de saúde são os que mais correm risco de contrair o vírus

Foi a minha amiga Tinda Costa, atenta como sempre, que me chamou a atenção para esse horror chamado Ebola. Tinda trabalha no GNT e o canal está programando apresentar uma série de documentários na semana que vem sobre o poderoso virus, que está tirando o sono de autoridades de saúde internacionais. O atual surto começou na Guiné, que nunca havia registrado casos antes. Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, o surto é causado pela variedade mais agressiva do ebola, matando entre 50% e 60% das pessoas que infecta. Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a epidemia de ebola no oeste da África uma emergência pública sanitária internacional.

Leia o artigo publicado pela BBC Brasil sobre a doença, que já matou quase 900 pessoas em três países africanos:

A epidemia de ebola no oeste da África é a pior de que se tem registro na história. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 887 pessoas morreram na região por causa da doença, levando autoridades de saúde da Guiné, Libéria e Serra Leoa a correr contra o tempo para tentar controlar o vírus.

Ainda não se conhece um tratamento eficaz para a doença surgida na África

Esse modelo molecular mostra partes dos vírus do Ebola

O que é o ebola?

Ebola é uma doença causada por um vírus cujos sintomas iniciais incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e dor de garganta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À medida que a doença avança, o paciente pode sofrer de vômitos, diarreias e – em alguns casos – hemorragia interna e externa.

Humanos contraem a doença por meio do contato com animais – como chimpanzés, morcegos e antílopes – contaminados. Entre humanos, o vírus pode se espalhar por meio do contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos do doente, ou mesmo por meio do contato com ambientes contaminados. Até funerais de vítimas de ebola podem representar risco, se outras pessoas tiverem contato direto com o corpo do defunto.

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O período de incubação pode demorar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil. Em humanos, a doença está limitada majoritariamente à África, embora um caso tenha ocorrido nas Filipinas. Agentes de saúde pública também correm risco caso tratem pacientes sem tomar as precauções adequadas para prevenir a contaminação. As pessoas permanecem contaminadas enquanto seu sangue e suas secreções contiverem o vírus – em alguns casos, até sete semanas depois da recuperação.

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan: emergência pública sanitária internacional.

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan: emergência pública sanitária internacional.

Onde a doença ocorre?

Surtos de ebola têm ocorrido primariamente em vilarejos remotos da África Central e Ocidental, segundo a OMS. A doença apareceu originalmente na República Democrática do Congo (quando se chamava Zaire), em 1976. Desde então, se espalhou para o leste, afetando países como Uganda e Sudão.

O surto atual tem a particularidade de ter se iniciado na Guiné, que nunca tinha registrado um caso antes, e de estar se espalhando por áreas urbanas.
De Nzerekore, uma área rural no sudeste da Guiné, o vírus chegou à capital, Conakry, e aos países vizinhos Libéria e Serra Leoa. Clique aqui para ler mais.


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