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Eduardo Campos: registro aqui o meu pesar

Por Maya Santana

Exibindo o pequeno Miguel, portador de síndrome de down

Exibindo o pequeno Miguel, com síndrome de down

Maya Santana

A última coisa que vi ontem na televisão foi a entrevista que o então candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos,49, deu à jornalista Renata Loprete, da GloboNews. Entrevista – na qual se saiu bem – que passou para a História, pois, acredito, foi a derradeira que concedeu.

Adianto que Eduardo Campos não era o meu candidato a presidente. Mas eu prestava atenção nele. Foi isso que me fez esperar a entrevista no Jornal das Dez. Ele atraiu a minha atenção pela primeira vez, em janeiro desse ano, quando nasceu o seu quinto filho, Miguel, com síndrome de down. A recepção amorosa de Eduardo Campos ao filho me encantou. Na época, escrevi o seguinte:

“Desde que foi publicada a notícia do nascimento de Miguel, filho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na segunda-feira passada, 27 de janeiro, queria comentar aqui a louvável atitude do pai, divulgando fotos e saudando com alegria a chegada de seu quinto filho, com síndrome de down. Se não ganhou o meu voto – ele deve ser candidato a presidente da República – Eduardo Campos ganhou de imediato o meu mais profundo respeito.”

A morte abrupta na queda de um avião, esta manhã, interrompeu tudo. Num país tão carente de lideranças decentes e genuínas, o desaparecimento repentino de Eduardo Campos ganha uma dimensão ainda mais trágica. Como brasileira, registro aqui o meu pesar.

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