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Ela fez de um navio sua casa e, aos 88, viaja pelo mundo inteiro

Por Maya Santana

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Lee Wachtstetter (ou Mama Lee) vivia em Miami até vender tudo e partir para a aventura de viver no mar

Maya Santana, 50emais

Quando se passa dos 80 anos, tudo é permitido, principalmente escolher como é que você quer viver os últimos dias que lhe restam. Foi pensando nisso que Lee Wachtstetter, 88, depois de se aconselhar com os filhos, vendeu sua ampla casa em Miami, nos Estados Unidos, e há 10 anos vive singrando os mares e oceanos, como residente permanente do navio Crystal Serenity. Para levar a vida luxuosa que o navio oferece, Mama Lee, como é chamada pelos tripulantes, paga por mês o equivalente a cerca de 35 mil reais.

Mama Lee não quer saber mais  de morar em terra

Mama Lee não quer saber mais de morar em terra

Os três filhos levam suas próprias vidas, pois são casados e já lhe deram sete netos. Com a morte do marido, em 1997, ela que tantas vezes viajou com ele de navio, decidiu ir morar permanentemente numa casa flutuante. “Meu marido me apresentou os cruzeiros. Durante nosso casamento de 50 anos fizemos 89 cruzeiros”, conta ela, que antes do Crystal Serenity viveu três anos em uma embarcação holandesa.

Pela pequena fortuna que desembolsa mensalmente, Lee tem direito a uma cabine de solteira, a todas as refeições que quiser, assim como a bebidas, pode frequentar o salão de danças à noite, as festas que o capitão do navio costuma dar, ir ao cinema, participar de conferências e quaisquer outras atividades promovidas no navio.

Dançando em grande estilo com um membro da tripulação

Dançando em grande estilo com um membro da tripulação

O que realmente pesou na hora de escolher o Crystal Serenity – embarcação com capacidade para 1.050 e 650 tripulantes, operada por uma empresa japonesa – como sua nova casa foi o fato de o navio ser um dos poucos que ainda promovem bailes todas noites. “ Meu marido não gostava de dançar. Mas me incentivava a dançar com outros passageiros,” diz ela.

“Eu danço toda noite por umas duas horas, depois do jantar. Faço isso há anos. Eu também treino com os instrutores do navio”, confessa, contando que, de vez em quando, gosta de sair de sua cabine e se sentar no restaurante ao lado de pessoas desconhecidas. “ A gente encontra muitos passageiros interessantes. Fiz muitos novos amigos assim.”

A área das piscinas do Crystal Serenity

A área das piscinas do Crystal Serenity

Nem sempre Lee deixa o navio quando ele atraca nos portos. Istambul, na Turquia, é talvez a única cidade que ela visita todas as vezes que há uma parada lá. Não consegue resistir à tentação de dar uma chegada ao grande mercado da histórica cidade, que ela adora. Para matar a saudade dos filhos e dos netos, aproveita quando o navio para em Miami. No ano passado, foram cinco vezes. Quando está no Crystal Serenity, Lee pode ser encontrada quase sempre tricotando. “Todas as peças que produzo dou para a tripulação. Isso me dá enorme prazer”, comenta, vangloriando-se de sua boa saúde.

“Desde que cheguei, nunca adoeci”, diz, sem esconder a satisfação. E completa: “Sou tão paparicada aqui que duvido que consiga viver no mundo real outra vez.”

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2 Comentários

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Elizete 20 de outubro de 2016 - 23:25

Aventureira essa menina mas eu nao teria essa coragem nunca.

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Ela fez de um navio sua casa e, aos 88, viaja pelo mundo inteiro | JETSS – SITES & BLOGS 20 de outubro de 2016 - 20:11

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