Ela fez intercâmbio após os 50: “Realizei um sonho”

Por Maya Santana
A restauradora de livros Kayo Takii, 57 anos, ficou encantada com a experiência

Restauradora de livros Kayo Takii, 57 anos: encantada com a experiência

Mais uma história de sucesso de intercâmbio para estudar no exterior contada por quem tem mais de 50 anos. É o caso da restauradora de livros Kayo Takii, que sempre sonhou estudar lá fora e, finalmente, aos 57 anos, passou dois meses para aprendendo inglês no interior da Inglaterra. Os intercâmbios de pessoas nesta faixa etária vão se tornando cada vez mais comuns.

Leia o relato da restauradora, publicada pelo Uol:

Há mais de três décadas, a restauradora de livros Kayo Takii, 57 anos, sonhava em pegar a mochila e viver novas experiências em um intercâmbio no exterior. Os anos passaram e o sonho se tornou realidade em 2014, já com os filhos crescidos e a estabilidade que não tinha aos 20.

“Quando eu fazia faculdade de letras na USP [Universidade de São Paulo], eu pensava ‘um dia vou fazer isso’. Foi um sonho que eu realizei depois de 35 anos”, afirma. O destino escolhido para estudar inglês por dois meses foi Bristol, na Inglaterra.

Procurou um curso sênior, mas não encontrou nas datas em que buscava. A mudança de planos, porém, teve resultados bem bem positivos para Kayo. “Tive colegas de 18 a 80 anos. Conheci gente da Polônia, Noruega, Espanha, França, Panamá, Suiça”, diz.

Segundo pesquisa da Belta, uma associação desse setor, feita com 80 agências de intercâmbio em 2013, 10% ofereciam programas para pessoas acima de 50 anos –em 2010, só 2,8% tinham cursos para essa faixa etária.

Novos intercambistas

Apesar do público pequeno, Carlos Robles, presidente da Belta, diz que as agências já perceberam um aumento na procura de intercâmbios por pessoas com mais de 50 anos. “Muitos delas já têm um conhecimento básico da língua estrangeira, já viajaram bastante como turistas, e querem de viver em outro país como se fossem habitantes”, afirma.

Em geral, diz Robles, preferem cursos de línguas, de curta duração e optam por hospedagem em casa de família. “Hotel era muito caro, ficar na casa de família era metade do preço”, afirma Kayo, que fez a escolha pela segunda opção quando esteve em Bristol. Clique aqui para ler mais.


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