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Ela teve gêmeos aos 61 e sofre preconceito por ser ‘mãe velha’

Por Maya Santana

Antônia Letícia, 66, e os gêmeos Sophia e Roberto, de cinco anos

Maya Santana, 50emais

A intolerância humana não tem limites. E se manifesta a toda hora. Veja o caso de Antônia Letícia, uma mulher que lutou durante anos para ter filhos e terminou por conseguir, quando já contava 61 anos de idade. Neste artigo de Bárbara Thérrie para o Uol, Antônia relata as muitas vezes que sofreu preconceito por ser considerada “mãe velha”. Chegaram a lhe dizer que ela tinha muito mais cara de avó do que de mãe. Pode até ser verdade, mas e daí? Sem se deixar abalar pelas chateações, ela persistiu e hoje, aos 66 anos, vive satisfeita com o casal de gêmeos Sophia e Roberto, de cinco anos.

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Quando recebeu o diagnóstico de endometriose em 1988, aos 36 anos, Antônia Letícia Rovati Asti não imaginou que ficaria quase 25 anos tentando engravidar. Para realizar o sonho de ser mãe, ela fez cinco inseminações artificiais, e entrou em dois processos de adoção, — em um deles ouviu que tinha cara de avó e não de mãe– e fez uma fertilização in vitro. Aos 61 anos de idade, ela teve Sofia e Roberto. Nesse depoimento, a aposentada, 66, conta como cuida dos gêmeos e o preconceito que sofre por ser ‘mãe velha’.

“Eu e o meu marido, o José Cezar, nos casamos quando eu tinha 35 anos e ele 29. Um ano depois, tentei engravidar. Passados alguns meses, procurei o meu o ginecologista e obstetra, o dr. Orlando de Castro Neto, fiz alguns exames e fui diagnosticada com endometriose. O médico me explicou que eu teria dificuldades para engravidar.

Eu fiz o tratamento e continuei tentando pelo método convencional, mas não tive sucesso. Conversei com o meu marido e resolvemos tentar a inseminação artificial. Fiz o primeiro procedimento aos 40 anos. Fechei um pacote, por R$ 15 mil, que me dava direito a três tentativas.

Eu trabalhava como auxiliar de faturamento, era pobre e assalariada. Guardava o meu salário para realizar o sonho de ser mãe. Eu fazia a inseminação, não dava certo, acabava o dinheiro, eu juntava tudo de novo e tentava o procedimento outra vez. Fiz cinco inseminações ao longo de quase duas décadas. Eu ficava chateada de não conseguir, mas sempre fui muito otimista, sabia que minha hora ia chegar.

Em meio a esse processo, entrei numa lista de espera para adoção. Aguardei seis anos e nada. Em 2009, aos 58 anos, entrei numa nova lista. A psicóloga do fórum me chamou para uma entrevista. Eu contei a ela o meu desejo de ter filhos, para mim não importava se seria biológico ou adotado. Ela me disse que eu não poderia adotar um bebê porque eu tinha cara de avó e não de mãe, mas que se eu quisesse adotar uma criança maior, tudo bem. Meu mundo desmoronou. Saí de lá aos prantos. Me senti humilhada. Clique aqui para ler mais.

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