Elas querem o homem gay, por Mirian Goldenberg

Por Maya Santana
As mulheres se queixam principalmento do machismo

As mulheres se queixam principalmento do machismo

Na minha pesquisa atual, com homens e mulheres cariocas entre 20 e 50 anos, quando peço para os homens responderem “o que todo homem é?” eles dizem: galinha, machista, infiel, safado, cafajeste, mulherengo. As mulheres também dizem “que todo homem é” infiel, galinha e machista. As mesmas apontam como o principal problema no relacionamento a infidelidade masculina.

Trinta por cento das mulheres pesquisadas afirmam ter tido um único parceiro sexual ao longo da vida e outras 30% dizem ter tido dois ou três. As demais sabem dizer exatamente com quantos homens tiveram relações sexuais, sendo que o número máximo encontrado foi de 27 parceiros. Já os homens respondem “não sei”, “não me lembro”, “difícil computar”, “bastante”, “menos do que eu gostaria”, “milhares”, “várias”, “uma montão”, “algumas dezenas”, “poucas”, “mais ou menos 100”, “mais ou menos 30”, “aproximadamente 53”, “muitas, perdi a conta”. Mais interessante do que a quantidade de parceiros sexuais, é pensar sobre a extrema precisão femina e a total imprecisão masculina nas respostas, como se eles fizessem questão de demonstrar que não se lembram de suas parceiras sexuais.

Outra resposta curiosa é “o que as mulheres invejam no homem”. As respostas femininas mais freqüentes têm sido “liberdade”, “força física”, “poder”, “independência”, “salário maior” e, ainda, “não ter cólica”, “não menstruar”, “não ter celulite”, “fazer xixi em pé”, “fazer xixi em qualquer canto”. A maioria dos homens diz que não inveja nada na mulher e apenas dois responderam a “maternidade”. Alguns reagem indignados à pergunta: “sou espada”, “não sou gay“.

Nos depoimentos femininos para a pesquisa há uma expectativa de que os homens sejam mais delicados, atenciosos, disponíveis, carinhosos, fiéis. As mulheres esperam, e até mesmo exigem, que os homens mudem seus comportamentos, no que diz respeito ao relacionamento amoroso, mas também na forma de se vestir e de se cuidar. Não é à toa que matérias de jornais e revistas, assim como seriados e filmes americanos, mostram que o gay passou a ser objeto de desejo das mulheres “independentes”. Continua em http://migre.me/dFfMC

 


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