Eles querem mostrar o lado divertido da velhice

Por Maya Santana
Zuenir, 83, e Veríssimo,     : amigos e parceiros

Veríssimo, 77, e Zuenir, 83: amigos e parceiros na vida profissional

Através de um musical, três dos nossos conhecidos homens de letras – Zuenir Ventura, 83, Luis Fernando Veríssimo e Ziraldo, 81 – vão mostrar que a velhice, apesar das limitações que impõe, também pode ser uma fase divertida da vida. Sobre o musical, Zuenir adiantou: “Não é fazer uma oba-oba, ‘ah, a velhice é maravilhosa’, não é isso. Mas é mostrar que ela pode ser engraçada pelo menos”, disse o jornalista e escritor que, junto com Veríssimo, concedeu uma ótima entrevista a Roberto D’Ávila, da GloboNews.

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Amigos de longa data, os escritores Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo fazem muitas coisas juntos: viagens, palestras e até peça de teatro. Junto com Ziraldo, a dupla está escrevendo um musical sobre a velhice para mostrar o lado divertido dessa fase da vida. “O Ziraldo é que define bem, disse que nenhum dos três sabe o que que é velhice”, brinca Zuenir, em entrevista ao jornalista Roberto D’Avila, em Lisboa.

“A ideia é fazer um musical sobre a velhice para mostrar que a velhice não é uma coisa triste, tem seu lado divertido. A gente está escrevendo isso a seis mãos, com a ajuda também dos meus filhos – a Mariana e o Pedro – e da Ana, que é nora do Zuenir. E estamos aí, estamos fazendo, estamos trabalhando. Pelo menos mentalmente, intelectualmente, estamos trabalhando”, explica Veríssimo.

Ziraldo, 81, é o terceiro integrante do grupo que cria o musical

Ziraldo, 81, é o terceiro integrante do grupo que cria o musical

Zuenir completa: “A ideia é fazer uma sátira, é um espetáculo meio de non sense, meio absurdo, com muita paródia e muita sátira. Até porque, enfim, são os dois maiores humoristas do Brasil [Ziraldo e Veríssimo]. Não é fazer uma oba-oba, ‘ah, a velhice é maravilhosa’, não é isso. Mas é mostrar que ela pode ser engraçada pelo menos”.

E a experiência com as limitações impostas pelo tempo acabam ajudando a enriquecer o projeto. “Tem as limitações óbvias, de locomoção. A gente vai perdendo também a memória, de não conseguir lembrar o nome das pessoas. Até que nesse espetáculo que nós estamos fazendo vai ter um número que se chama ‘o rap do esquecimento'”, revela Veríssimo sobre o novo projeto de humor, após um 2013 complicado.

Ano passado, Veríssimo teve um grave problema de saúde que o levou a ficar internado na UTI. “Eu só soube que estive tão perto da morte depois, quando me contaram. Eu não tinha ideia que a coisa era tão grave. Me salvei, não vou dizer ‘por um milagre’ – apesar de muita gente dizer que rezou por mim, e eu agradeci mesmo sendo ateu. Foi uma gripe com uma bactéria que afetou os rins, e foi uma complicação só. Eu praticamente depois tive que reaprender a andar”.

Clique aqui para ver a entrevista de Zuenir e Veríssimo a Roberto D’Ávila, na qual falam de literatura, viagens, velhice, netos e de seus projetos.


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1 Comentários

isa webb 22 de julho de 2014 - 23:37

Detesto envelhecer mas concordo que a velhice tem seus pontos bons. O fato de nao ter que fingir ou mentir, pois voce nao deve coisa alguma a ninguem. O fato que posso dancar, cantar e fazer bagunca sem ter que dar justificacao, posso flertar sem agressao sexual e o fato que tenho uma boa desculpa quando solto um ‘pum’ porque o controle intestinal deixa muito a desejar depois dos 50 anos. Falei e disse!

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