fbpx

Elis Regina faria 69 anos nesta segunda-feira

Por Maya Santana

Elis nos deixou em janeiro de 1982, quando tinha apenas 36 anos

Elis nos deixou em janeiro de 1982, quando tinha apenas 36 anos

Hoje, 17 de março, Elis Regina completaria 69 anos de idade. Ela era de 1945. Uma boa desculpa para homenagear a nossa maior cantora de todos os tempos, morta tão cedo, no auge da fama. Relembramos um pouco da vida e carreira de Elis neste trecho de um artigo publicado pelo portal Uol.

Leia:

A cantora gaúcha, morta em 1982, aos 36 anos, marcou a história da música popular brasileira como uma de suas mais importantes intérpretes. Herdeira moderna das cantoras de rádio, em carisma e popularidade, Elis destacava-se das outras cantoras de sua geração por sua técnica vocal apuradíssima, que punha a serviço de uma interpretação cheia de arroubos. Ângela Maria era para Elis a maior cantora brasileira, e dela regravou em 72 o sucesso kitsch “Vida de Bailarina”, calcada na versão original da Sapoti, dos anos 50.

Como a personagem dessa canção, que vive “com um sorriso na boca e uma lágrima no olhar”, nos últimos anos de sua carreira, Elis intensificou a carga dramática de suas interpretações, e chegava mesmo a chorar durante shows. Sua interpretação de “Atrás da Porta”, de Chico Buarque e Francis Hime, em que cantava às lágrimas, ficou registrada em um especial de TV.

Personalidade de extremos, em outros momentos, a cantora era capaz de uma alegria esfuziante, como em sua interpretação do samba “Mestre Sala dos Mares”, de João Bosco e Aldir Blanc, dupla responsável por um dos maiores sucessos de Elis, “O Bêbado e A Equilibrista”, de 79.

Elis foi muitas vezes criticada por seu repertório, excessivamente eclético, e nem sempre de bom gosto. O músico Hermeto Pascoal, que conheceu a cantora e chegou a tocar com ela num conturbado show em Montreux declarou ao jornal Zero Hora em 98: “Lá por 1980, 1981, Elis parecia um pouco perdida. Não sabia se queria ser uma cantora de rock ou fazer música política. Já começava a decadência. Não da voz de Elis Regina, que sempre foi perfeita, mas o estilo, o jeito.”

Mesmo com um repertório irregular, com músicas muito inferiores ao seu talento de cantora, a voz de Elis Regina permacene como um paradigma dentro da música brasileira, um ápice de apuro técnico. Trinta e dois anos após a sua morte, Elis continua a conquistar fãs, e seu mito é alimentado por relançamentos de discos, publicação de biografias e encenações sobre sua vida.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

3 + 10 =