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Em busca do primeiro remédio contra o envelhecimento

Por Maya Santana

Drogas que retardam o envelhecimento habitam os sonhos da humanidade

Drogas que retardam o envelhecimento habitam os sonhos da humanidade

O título desse artigo de Fernando Reinach, publicado no Estadão, chamou a minha atenção: “O primeiro remédio contra o envelhecimento”.Já imaginou se os pesquisadores realmente conseguirem criar um medicamento que possa adiar o envelhecimento? Seria mais que uma revolução. A concretização de um sonho de boa parte dos seres humanos. Pois é isso que estão tentando, pela primeira vez.

Leia o artigo:

O primeiro ensaio clínico planejado para testar uma droga capaz de retardar o envelhecimento vai começar. Se o resultado for positivo, não vamos precisar esperar anos para que o remédio chegue às farmácias. Ele já está disponível e é barato. Eu já sou usuário faz dez anos.

Drogas que retardam o envelhecimento habitam os sonhos da humanidade. Infelizmente, ainda não foram descobertas. Grande parte do que é consumido não passa de puro charlatanismo ou não foi testado de forma rigorosa.

Demonstrar que uma droga retarda o envelhecimento não é fácil. E a dificuldade começa pela definição do que é envelhecimento e como medir esse fenômeno. O envelhecimento é um processo natural, não uma doença. É o cabelo branco, o enfraquecimento dos músculos e a flacidez da pele. Mas também se caracteriza pelo aparecimento de várias doenças associadas ao passar do tempo. Doenças cardíacas, diabete, doenças neurológicas e inúmeras outras patologias decorrem em parte do envelhecimento de nossos órgãos. No final da vida, uma dessas patologias vai causar a morte, mas a maioria das pessoas idosas convive com mais de uma dessas doenças. Dada essa complexidade, como medir o efeito de uma droga sobre o envelhecimento?

Os cientistas estão acostumados a medir o efeito de uma droga sobre um parâmetro único. Se desconfiamos que uma droga pode diminuir a pressão arterial, dividimos um grupo de pacientes em dois subgrupos, ministramos a droga para um grupo e um placebo para o outro. Se a pressão do grupo que recebeu a droga diminuir, concluímos que ela funciona. Mas no caso do envelhecimento a coisa se complica. Uma possibilidade é medir quantos anos a mais o grupo que recebeu a droga sobrevive. Mas esse protocolo tem vários problemas. Demora muito, e não leva em conta a qualidade de vida dos últimos anos. Será que uma droga que aumenta a vida em dois anos, mas torna esses últimos anos miseráveis, é melhor que o placebo?

O que os cientistas decidiram é medir o retardo no aparecimento das comorbidades associadas ao envelhecimento. Em outras palavras, vão tentar medir se a droga retarda o aparecimento de um conjunto de doenças associadas ao envelhecimento. Por esse critério, se a droga funcionar, essas doenças apareceriam mais tarde e o tempo em que convivemos com elas seria diminuído, aumentando a qualidade de vida ao mesmo tempo em que retarda a morte. Clique aqui para ler mais.

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