Empresária mineira inaugura seu terceiro museu

Por Maya Santana
Angela Gutierrez, 64, investe boa parte de sua fortuna em arte

Angela Gutierrez, 64, investe boa parte de sua fortuna em arte

Eu tenho a mais profunda admiração por essa empresária mineira, uma das bilionárias do Brasil,que investe tanto arte. No último dia 20, Angela Gutierrez abriu o seu terceiro museu – este, na cidade de Tiradentes. Incansável, como mostra este artigo publicado pela Veja-BH, ela administra “uma fazenda, casas em Ouro Preto, Tiradentes e Belo Horizonte, o Instituto Cultural Flávio Gutierrez e, a partir de agora, três museus.”

Leia o artigo:

De um jardim cheio de roseiras cuidadosamente podadas, Angela Gutierrez grita aos vizinhos: “Gente, tem como parar esse barulho um minutinho? Estou gravando um vídeo aqui”. Apenas uma parede separa a sua residência da antiga Cadeia Pública de Tiradentes, que, depois de um processo desgastante, foi transformada em seu Museu de Sant’Ana. No sábado (20), ela abriu o museu ao público e doou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) 291 imagens da, segundo a tradição católica, avó de Jesus.

Aos 64 anos, completados no último dia 15, Angela é filha de um dos três fundadores da construtora Andrade Gutierrez. Ela figura na quadragésima posição entre os 150 bilionários brasileiros, de acordo com ranking divulgado pela revista Forbes Brasil neste mês — e é a mais rica entre as mulheres mineiras da lista, com patrimônio familiar estimado em 2,5 bilhões de reais. Rege com pulso firme uma fazenda, casas em Ouro Preto, Tiradentes e Belo Horizonte, o Instituto Cultural Flávio Gutierrez e, a partir de agora, três museus.

Museu foi instalado no prédio da antiga cadeia pública de Tiradentes

Museu foi instalado no prédio da antiga cadeia pública de Tiradentes

Ela já era diretora do Museu do Oratório, inaugurado em 1998 em Ouro Preto, e do Museu de Artes e Ofícios, que funciona em Belo Horizonte desde 2005 na Praça da Estação. Diferentemente dessas duas coleções, formadas por objetos recolhidos por seu pai, o engenheiro Flávio Gutierrez (1925-1984), a maior parte do acervo do Museu de Sant’Ana é constituído de obras reunidas por ela própria. Devota da santa e apaixonada pela iconografia da mãe sábia que teria criado a jovem Maria, a empresária deu à sua única herdeira o nome da padroeira. Ana Gutierrez, que entrou no nono mês de gestação, espera para 10 de outubro sua primeira filha. O nome da mais nova Gutierrez? Maria.

Tamanha devoção tem explicação. Aos 14 anos, Angela ganhou de presente do pai um oratório com uma pequena Sant’Ana. A peça está hoje no Museu do Oratório e, segundo a colecionadora, é uma das lembranças mais marcantes de seu pai. Flávio Gutierrez percebeu cedo que a filha se interessava pelas peças antigas que ele trazia de viagens. Ele chegava a dar à menina alguns objetos só para que fossem restaurados e dizia: “Limpe direito. Acho que há um anjo debaixo dessa camada de tinta”. Aos poucos, Angela tomou gosto por restauração e passou a recuperar móveis, imagens sacras e objetos antigos. Surgiu também o interesse em colecionar arte de modo geral.

A empresária, formada em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas, não tem só oratórios e anjos barrocos em casa. Por todos os cômodos de sua residência em Tiradentes há elementos típicos do artesanato mineiro, como lustres coloridos, móveis rústicos e janelas coloniais pintadas de azul, e também muitas obras de arte moderna e contemporânea. Angela costuma frequentar exposições e leilões. Já adquiriu trabalhos de expoentes como Chanina, Fernando Luchesi e Maurino Araújo. “Eu gosto é de arte. Vou muito a Inhotim, por exemplo. Sou amiga do Bernardo Paz”, diz.

Em sua fazenda em Inhaúma, ela mantém uma marcenaria e um ateliê de restauro que funciona o ano todo na recuperação de novas peças de seu acervo e na manutenção das já catalogadas. “Sem falsa modéstia, sou uma excelente restauradora”, gaba-­se. “Noventa por cento das peças desse museu foram tratadas por mim.” Clique aqui para ler mais.


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3 Comentários

Maria Jose Schetino 10 de junho de 2018 - 16:01

Parabéns Ana, você acaba de transformar uma cadeia em museu, que visão sublime a sua de transforma o lixo em luxo ! A história te receberá com muitas glórias !

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Maria Cristina 29 de setembro de 2014 - 10:51

Conheço o oratório de Ouro Preto, que é encantador. Quando for a Tiradentes farei uma visita ao museu. Bjs.

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Maria Cristina 29 de setembro de 2014 - 10:49

Parabéns Angela. Seu trabalho é de uma guerreira! Bjs.

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