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Antienvelhecimento: carnitina é a pílula mágica da vez

Por Maya Santana

A carnitina vem em cápsulas também

A carnitina vem em cápsulas também

Ana Lúcia de Azevedo –

A busca por pílulas mágicas continua a todo vapor. Desta vez, a escolhida é a carnitina. Um suplemento bem conhecido por atletas e que supostamente aumenta a resistência e a força. Pois a carnitina alcançou um novo patamar ao ser assunto de uma das revistas científicas de maior prestígio do mundo, a “Cell Matabolism”. Esta semana, a revista publicou um estudo que sugere que a carnitina poderia aumentar a resistência ao exercício e, assim, a força muscular em idosos.

A perda de tônus muscular é um dos piores problemas que sofremos à medida que envelhecemos. Ela reduz nossa mobilidade, nos tira o equilíbrio e nos faz depender da ajuda alheia. Dessa forma, uma suplemento que ajude a preservar o tônus ao permitir que nos exercitemos por mais tempo e vigor chega como uma bênção. E friso o ponto: “permitir que nos exercitemos por mais tempo e com mais vigor”. A carnitina pode, em tese, auxiliar na prática do exercício mas não o elimina, combinado? Exercício é para a vida toda, se não quisermos amargar uma velhice de perda de mobilidade e saúde.

A pesquisa foi realizada com animais. E nós não somos camundongos. Mas o próximo passo dos cientistas será tentar confirmar seus resultados em gente. É o que garante a americana Deborah Muoio, diretora de pesquisa básica do Instituto Duke de Fisiologia Molecular. Antes disso, nem pensar em tomar pílulas de carnitina por aí. É preciso esperar um pouco mais — até para saber se não há efeitos colaterais. Mas o caminho indica ser promissor.

A carnitina é um micronutriente produzido normalmente pelo nosso organismo. E junto com uma enzima do metabolismo que atende pelo horrendo nome de CrAT turbina a atividade de nossas mitocôndrias (as usinas de energia de nossas células). Porém, o papel da ação conjunta de ambas era pouco conhecido. Deborah Muoio diz que juntas elas aumentam a resistência e a força dos músculos, cujas mitocôndrias começam a funcionar melhor. O resultado: mais força, mais resistência. Para os roedores foi um bálsamo. Para nós, ainda é incerto. E estou na torcida para que dê certo.

Na verdade, essa dupla de substâncias faz com que os músculos usem melhor a energia. É importante saber que não temos necessariamente que tomar carnitina. Nosso próprio organismo a produz. Ela está presente na carne vermelha e nos alimentos lácteos. Porém, sua produção declina com a idade. Assim, como também pode ser insuficiente em vegetarianos. Ou em atletas que têm uma exigência maior do nutriente do que aquela obtida pela ingestão normal de alimentos pode suprir. Clique aqui para ler mais.

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