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Velhice não deve ser considerada sinônimo de fragilidade

Por Maya Santana

É preciso se mexer para adiar o máximo possível as consequências do avançar da idade

É preciso se mexer para adiar o máximo possível as consequências do avançar da idade

Maya Santana, 50emais

Um artigo bem interessante de Mariza Tavares, para o portal G1, sobre como podemos evitar acreditar que velhice seja sinônimo de fragilidade. Erroneamente, muita gente se aposenta e acha que a partir daí não precisa fazer mais nada. Passa o dia em um sofá vendo televisão, rejeitando qualquer atividade que exija um pouco de esforço físico. Essa, na verdade, é a melhor receita para a depressão: pensar que o bom da vida já passou. É preciso se mexer, se exercitar. Sem isso, o viver torna-se uma experiência pesada, ruim. É lógico que chega uma hora, quando a idade já está bem avançada, que a fragilidade chega. Mas, como mostra o artigo, podemos adiar o máximo possível esse momento.

Leia:

Apesar de o envelhecimento embutir o risco de um maior número de enfermidades, a maioria dos idosos vive de maneira independente e autônoma, mesmo quando tem doenças crônicas. No entanto, passamos por processo similar ao de uma poupança que aos poucos vai sendo dilapidada: com nosso corpo, ocorre o chamado estreitamento da reserva funcional – como uma represa em tempo de estiagem, nosso reservatório de energia vai baixando. Por isso a prevenção é tão importante, para garantir que permaneçamos mais tempo num patamar de vigor e robustez. Movimentar-se é fundamental para repor essa reserva, do contrário embarcamos num autêntico círculo vicioso: menos exercício nos leva a uma perda ainda maior dos nossos recursos naturais!

O que muitas vezes acontece depois da aposentadoria é o idoso que era ativo ir “encolhendo” seu território. Fica mais em casa, deixa de fazer programas com os amigos ou viagens. Os especialistas usam inclusive a expressão em inglês life space (espaço da vida) para a área na qual o indivíduo transita no dia a dia, bem como a frequência com que sai da vizinhança ou viaja. Acredite: quanto mais você circular, melhor. Infelizmente, nos grandes centros, a insegurança e a precariedade urbana, como calçadas malconservadas, conspiram contra os mais velhos.

Quem transpôs essa barreira de preservação da reserva funcional passa a ser classificado como portador de fragilidade – o que não é estar doente, e sim num estado de vulnerabilidade aumentada. A médica americana Linda Fried e seus colaboradores definiram o “fenótipo da fragilidade” para demonstrar o grau de desregulação energética, fisiológica e funcional. Esse conjunto de características funciona como marcador de um potencial precursor para um declínio progressivo do paciente.

Os marcadores que mostram a redução na capacidade de desempenho são perda de peso não intencional; diminuição da força de preensão palmar; desaceleração da velocidade de marcha em segundos; queixas de exaustão; baixo nível de atividade física. Indivíduos com três ou mais critérios presentes são considerados frágeis; aqueles com um ou dois critérios são classificados como pré-frágeis e os que não apresentam nenhuma das alterações mencionadas são considerados robustos. Já que não podemos alterar a genética, atuar no estilo de vida é a melhor opção para evitar os riscos associados à fragilidade.

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1 Comentários

Velhice não deve ser considerada sinônimo de fragilidade | JETSS – SITES & BLOGS 10 de fevereiro de 2017 - 14:13

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