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Envelhecimento, tema esquecido pelos candidatos

Por Maya Santana

Nenhum dos candidatos se deteve nestes dois temas

Nenhum dos candidatos se deteve nestes dois temas

Muito bom esse artigo do jornalista e economista especializado em terceira idade Jorge Félix, mostrando com toda clareza que temas como envelhecimento e aposentadoria foram totalmente deixados de lado pelos candidatos nessa campanha eleitoral. Uma falha grave já que o Brasil envelhece rapidamente e caminha celeremente para ter uma grande população de idosos. Em 2050, um terço da população brasileira terá mais de 50 anos.

Leia o artigo:

Embora o envelhecimento populacional seja a pauta do momento na imprensa, há uma relação paradoxal do que pensam os pauteiros (ou os gatekeepers) e a cobertura da campanha presidencial. Um dos sinais dessa contradição é como o tema Previdência Social vem sendo tratado nesta eleição. A Previdência Social é também uma pauta recorrente durante todo o ano na imprensa. Toda a divulgação de resultados das contas previdenciárias merece manchete de capa dos jornais, sites, chamada em telejornais e rádios. Estardalhaço. No entanto, durante a campanha eleitoral, pouco se fala no assunto. Reina o silêncio.

Em debates entre os candidatos a presidente da República, quando os jornalistas têm a oportunidade de fazer perguntas, pouquíssimos (até agora, só um) são aqueles que questionam os contendores sobre o tema. Talvez considerem este ponto “chato” e com pouco apelo para a audiência. Aborto, partidecos, casamento gay, maconha e outros temas – também relevantes, claro – repercutem mais porque seduzem mais o telespectador ou internauta. Os temas previdência e envelhecimento da população vão sendo deixados para terceiro ou quarto planos a despeito de tanto espaço dedicado a eles quando não há campanha eleitoral.

Antes de analisarmos as propostas de cada um dos três principais candidatos, objetivo deste texto, é preciso verificar por que os temas, agora esquecidos, são tão propagados pela imprensa em ambiente não-eleitoral. A hipótese: há um interesse dos veículos em capturar a fábula de recursos em publicidade do setor de previdência privada, que custeiam cadernos especiais, eventos, sites etc. Portanto, o discurso de desmoralizar a previdência pública, com argumentos do tipo “bomba relógio”, “o INSS vai quebrar” são sempre eficientes e levam os indivíduos a optarem pelo abandono da contribuição ao sistema público, aceitar o trabalho precarizado sem direitos à seguridade social e passarem a ser clientes do setor privado, como se este não significasse nenhum risco para o futuro. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Glauce 3 de outubro de 2014 - 10:17

Muito bom esse artigo e pertinente

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