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Estudiosos veem 'esgotamento' criativo de Niemeyer

Por Maya Santana

Arquiteto morreu terça-feira, à noite, no Rio, perto dos 105 anos


Paulo Cabral
Especialistas em arquitetura contemporânea são unânimes em dizer que Oscar Niemeyer foi o grande nome da arquitetura brasileira no século 20. Mas muitos lamentam que os trabalhos mais recentes do arquiteto tenham sido ofuscados pela repetição de uma fórmula esgotada.
“Oscar Niemeyer foi um dos grandes ‘inventores’ da arquitetura e, por isso, qualquer obra dele pode ser imediatamente identificada por quem a vê”, diz o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Rodrigo Queiroz.

Igreja de São Francisco de Assis, com os painéis de azuleijos de Cândido Portinari – uma das jóias de Niemeyer, inaugurada em 1943, na Pampulha, em BH


“Por isso, qualquer tentativa de fazer obras ao estilo dele acabam resultando em caricaturas”, acrescenta o acadêmico, cujos temas de mestrado e doutorado foram o trabalho de Niemeyer.
Para Paulo Bruna, professor titular de história da arquitetura da FAU, Niemeyer deixa um legado muito complexo. Ele observa que o arquiteto teve um “período brilhante” de trabalho, principalmente entre meados dos anos 1940 e o início da construção de Brasília.

Brasília, a capital federal: obra maior de Oscar Niemeyer


“Niemeyer foi um trabalhador fantástico, que fez obras muito interessantes a partir de 1946”, afirma. “Sozinho, ele conseguiu criar características arquitetônicas e de estilo que até hoje têm muita influência na formação de arquitetos no Brasil.”
Apesar do status de “gênio” que Niemeyer alcançou, Bruna conta que era estudante de arquitetura na FAU quando Brasília estava sendo construída e que já naquela época as obras chegaram a receber algumas críticas.

O prédio do Itamarati, em Brasília, considerado uma obra prima


“Alguns edifícios de Brasília, como o prédio do Ministério das Relações Exteriores, são fenomenais, mas me lembro de diversas palestras de arquitetos estrangeiros na FAU (no fim dos anos 1950 e início dos ano 1960) que criticavam a exorbitância e o exagero das obras”, recorda. Leia mais em www.bbcbrasil.com.br

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