"Estou bem para 50, mas não quero ter 40, nem 30"

Por Maya Santana

 "Quero chegar aos 90 como a Bibi Ferreira, no palco"

Cristiana Oliveira: “Quero chegar aos 90 como a Bibi”


Cristiana de Oliveira é um bom exemplo de como, nestes tempos, as mulheres de 50 anos estão com uma aparência bem mais jovem do que antes. Ela foi avó aos 48 anos. Não se chateou com isso. Diz que quer envelhecer de uma maneira natural: ” Se a dermatologia indicar um creme que deixa a pele viçosa, vou usar. Mas não quero colocar uma máscara. Já estou envelhecendo, que seja uma coisa natural,” diz ela nesta entrevista publicada por O Globo neste domingo:
Leia:
Desde que estourou em “Pantanal”, na extinta Manchete, em 1990, como a sensual Juma Marruá, Cristiana Oliveira mexe com o imaginário masculino. Mas aos 50 anos de idade e 25 de carreira, a intérprete da prefeita Mariana da série “Animal”, do GNT, confessa que gravar sequências de nudez ainda é desconfortável. Avó do pequeno Miguel, de 1 ano e 7 meses, e em ótima forma, a atriz fala ainda sobre o livro que vai lançar sobre a relação com o próprio peso.
Você diz que não é uma menina, mas está ótima com 50 anos…
Eu me cuido. Estou bem para 50, mas não quero ter 40, nem 30. Não quero bancar a menininha. Tenho uma cabeça boa, adoro dançar até as 6h da manhã. Amo viver. E não vou deixar de fazer algo porque seria ridículo. Se eu tiver 80 e saúde, podem falar o que quiser. As pessoas são muito preocupadas com isso: “Fulano deveria se vestir assim, assado”. Ninguém deveria nada, as pessoas precisam ser felizes e parar de julgar.
Mas a idade aumentou sua preocupação com rugas, plásticas?

Não. Se a dermatologia indicar um creme que deixa a pele viçosa, vou usar. Mas não quero colocar uma máscara. Já estou envelhecendo, que seja uma coisa natural. Não vou me descuidar nem exagerar. Quero ser o reflexo de mim mesma. Já passei por momentos duros, e hoje me dou ao luxo de viver uma vida mais relaxada, dando importância ao que tem importância: minha família e meus amigos verdadeiros, meu trabalho, que amo.
Engordar 15kg para “Insensato coração” foi um problema?
A personagem tem que valer muito a pena, a Araci tinha conteúdo. Não me arriscaria a fazer se não tivesse tanta importância. Cheguei a um momento em que interessam bons personagens, não importa o tamanho.
Você planeja lançar um livro em que fala da sua relação com o corpo. O que quer passar com isso?
O livro deve sair ano que vem e vai falar sobre o meu histórico de emagrecimento. Dou palestras há dez anos sobre qualidade de vida, autoestima, coisas que aprendi nos últimos 35 anos — até os 15 a coisa foi inconsciente. Não vou dar conselho, vou contar o que eu passei (durante a adolescência, ela chegou a pesar mais de 100kg). Se servir de exemplo, ótimo! As pessoas precisam dar menos valor ao olhar do outro e olhar para dentro.
Mas eu não sou tão jovem! Minha mãe foi avó aos 42 anos. É porque as pessoas têm aquele estigma da vovozinha. Quando minha filha ficou grávida, bateu algo: “Opa, vou ser avó”. Mas depois foi normal. Não gosto de interferir na educação, mas sou presente quando posso. O Miguel (de 1 ano e 7 meses) é o amorzinho da minha vida.
Sua estreia na TV foi em “Kananga do Japão” (1989). Que balanço você faz desses 25 anos de carreira?
Olho para trás e vejo que fiz muitas coisas boas. Também já questionei a profissão. Às vezes dá vontade de trabalhar como empresária, viver no meio do mato… Sempre fui na minha, meio incompetente nessa relação com as pessoas fora da TV. Acabei me isolando, morei fora do Rio três vezes. Mas hoje, graças a Deus, a gente tem condição de produzir, corro muito atrás. Quero morrer interpretando, chegar aos 90 como a Bibi Ferreira, no palco. Tenho orgulho de ser atriz. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.


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0 Comentários

Odila didone 18 de agosto de 2014 - 00:25

Valeu Cristiane, gosto de gente que é gente. Pessoas autênticas e verdadeiras.
Você está maravilhosa, como sempre!!

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