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Estou chegando à casa dos 50 e ainda não me sinto uma idosa

Por Maya Santana

Quando eu era criança lembro-me de pensar o quão distante estava a época de ser adulta. O tempo parecia estagnado, as coisas aconteciam em câmera lenta. não sei em que momento exato, as coisas começaram a andar com uma rapidez impressionante

Quando eu era criança lembro-me de pensar o quão distante estava a época de ser adulta. O .tempo parecia estagnado, as coisas aconteciam em câmera lenta. Não sei em que momento exato, as coisas começaram a andar com uma rapidez impressionante

Beth Proenca Bonilha, familia.brcom

Quando eu era criança lembro-me de pensar o quão distante estava a época de ser adulta. O tempo parecia estagnado, as coisas aconteciam em câmera lenta, aniversário levava uma eternidade para chegar, durante as férias de verão os dias eram longos nos dando tempo para fazer tanta coisa. E quando a noite chegava, ainda tínhamos muito tempo para conversar, ouvir histórias, ler e brincar mais um pouquinho.

Quando falávamos no ano 2000, a imaginação ia longe. Imaginávamos os carros voando, robôs andando entre os humanos, alimentos que saíam prontos de máquinas, e outras ideias futuristas. Mas, uma coisa que me lembro de fazer com frequência eram as contas de quantos anos eu teria em determinado ano. Concluí que no ano 2000 eu teria 34 anos, e então pensei que seria praticamente uma idosa.

Mas de repente, não sei em que momento exato, as coisas começaram a andar com uma rapidez impressionante. Meus pais já não eram mais tão poderosos e indestrutíveis, pessoas amadas já tinham deixado nossa convivência.

Tive uma amiga muito querida, vivemos muitas aventuras na infância e juventude. Porém, certo dia meu telefone tocou e alguém me deu a notícia de que ela havia falecido. Tínhamos só 24 anos. Passei muito tempo pensando em quão jovem ela se foi, quanta vida ainda tinha pela frente. Ter vinte anos já não era um passo para a velhice.

E finalmente o ano 2000 chegou, e como já havia calculado meus 34 anos de idade também. Mas que estranho, não me sentia uma idosa. Ainda tinha muita energia e vontade de viver.

E aquela teoria de criança, de que aos 30 anos seria uma idosa foi por terra. E os 40 anos de idade chegaram, e ainda não me sentia uma idosa, talvez um pouco limitada e com desejos e ideais diferentes de quando tinha 34, mas não uma idosa.

Hoje estou chegando à casa dos 50 e ainda não me sinto uma idosa. Claro que o respeito que o corpo exige é um pouco maior, mas a mente ainda pode fazer muito por mim e pelo mundo. Tenho metas a serem alcançadas, e mais, agora totalmente consciente de que metas vêm acompanhadas por desafios, e desafios existem para serem vencidos, com muita luta, estratégias, criatividade e perseverança. Clique aqui para ler mais.

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