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Inacreditável como o preconceito contra a mulher, alimentado por uma azeitada máquina machista, misógina, vai se espalhando e, assim, se perpetuando. A própria Inteligência Artificial (IA) mostra isso.
Estudo publicado numa das revistas científicas mais respeitadas do Mundo, a Nature, editada semanalmente em Londres, afirma ter encontrado nos algoritmos que alimentam ferramentas populares inteligência ar tificial (IA), como o ChatGPT, uma tendência a mostrar a mulher de forma mais negativa do que o homem .
Os pesquisadores descobriram que, no processo de seleção das empresas, as mulheres são consistentemente retratadas como mais jovens do que os homens, especialmente em cargos de maior status e melhor remuneração.
Numa dessas seleções, o ChatGPT avaliou os currículos e classificou os homens como os melhores candidatos.
Leia o artigo completo de Mariza Tavares, do blog Longevidade: Modo de Usar, publicado por O Globo:
De acordo com novo estudo publicado na revista Nature, pesquisadores encontraram evidências generalizadas de viés contra as mulheres nos algoritmos que alimentam ferramentas populares inteligência ar tificial (IA), como o ChatGPT. O chamado viés de aprendizado de máquina é resultado de preconceitos humanos, que distorcem os dados de treinamento do algoritmo.
Para estudar como a IA reforça o viés de gênero e idade no ambiente de trabalho, os pesquisadores pediram ao ChatGPT que criasse mais de 34 mil currículos para 54 ocupações, usando nomes masculinos e femininos.
Os currículos gerados para mulheres as retratavam como mais jovens e menos experientes do que os homens, mesmo quando as informações para ambos eram idênticas.
Na sequência, quando o ChatGPT avaliou os currículos, classificou os homens como os melhores candidatos, revelando o viés que os favorecia enquanto prejudicava as mulheres mais velhas – e tão experientes quanto eles.
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Não é que a inteligência artificial, por si só, seja etarista. O que acontece é que os amplos conjuntos de dados da experiência humana dos quais os modelos de IA se alimentam estão repletos de exemplos de idadismo e sexismo.
Os próprios pesquisadores analisaram mais de 1,4 milhão de imagens e vídeos de grandes plataformas e descobriram que as mulheres são consistentemente retratadas como mais jovens do que os homens, especialmente em cargos de maior status e melhor remuneração. Os modelos de IA captam esses sinais e acabam “rebaixando” mulheres maduras como candidatas a emprego.
Ferramentas de recrutamento e avaliação baseadas em IA estão sendo oferecidas não apenas como uma medida de eficiência, mas também como uma forma de dar objetividade à seleção.
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O estudo sugere que ainda temos um longo caminho a percorrer, principalmente porque as empresas dependem cada vez mais de plataformas de contratação movidas por inteligência artificial.
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