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“Eu me orgulho de assumir o Masp aos 81 anos”

Por Maya Santana

Beatriz Pimenta Camargo é a primeira mulher a dirigir o museu

Beatriz Pimenta Camargo é a primeira mulher a dirigir o museu

A  colecionadora Beatriz Pimenta Camargo foi eleita na tuinta-feira, 28, presidente do Museu de Arte de São Paulo (Masp) até 2015. Trata-se da primeira mulher a assumir o cargo na história da instituição. “E me orgulho de receber essa missão aos 81 anos.” Apesar de se apresentar como uma gestão de continuidade, ela já assumiu dois desafios: inaugurar o prédio anexo e obter mais obras para o maior museu da América Latina.

Quais serão os desafios?

Beatriz Pimenta Camargo: O desafio é o de assumir essa posição no maior museu da América Latina, cujo acervo é admirado por todos que aqui vêm. Sempre ouvi dizer que ter é fácil, manter é que é difícil. Pretendo continuar todos os projetos das gestões anteriores, dando ênfase ao prédio anexo (o Masp Vivo).

Por que aceitou esse desafio?

Beatriz Pimenta Camargo: Aceitei o desafio porque conheço o Masp há anos. Meu marido foi diretor. Conheci o (Pietro Maria) Bardi, conheci muito a Lina Bo Bardi, são figuras que espero que me ajudem, de onde estiverem.

O projeto do Masp Vivo está estagnado, ao que parece…

Beatriz Pimenta Camargo: Não está parado. Ele segue o ritmo que conseguimos com os patrocínios atuais. Mas será na minha gestão que vamos inaugurar esse prédio.

O Masp, na Avenida Paulista, é o maior museu da América Latina

O Masp, na Avenida Paulista, é o maior museu da América Latina

Este será seu maior projeto? Beatriz Pimenta Camargo: Não, é um projeto grande, mas há o projeto também de adquirir obras novas.

Há uma crítica geral de que o Masp está descuidado…

Beatriz Pimenta Camargo: Isso porque não estão lembrando de como estava o Masp há 16 ou 17 anos. A crítica é fácil. A gente aceita as críticas, mas aceita também colaboração. O Masp aumentou sua frequência, no ano passado tivemos 850 mil visitantes. Temos a preferência dos turistas, como o Estado destacou.

Há dívidas no museu?

Beatriz Pimenta Camargo: Está tudo equacionado.

Existe alguma mudança que deva ser feita no Masp?

Beatriz Pimenta Camargo: Por ora, nenhuma. É uma gestão de continuidade, embora seja uma gestão nova, principalmente pelo fato de uma mulher estar pela primeira vez assumindo a presidência do Masp. É a época das mulheres no Brasil. Quero fazer tudo para que o Masp seja cada vez mais respeitado como grande ícone da América Latina.

E a senhora já espera críticas à gestão, uma vez que dará continuidade a gestões anteriores?

Beatriz Pimenta Camargo: Todas as pessoas em evidência sofrem críticas e aplausos. Vamos pensar nos aplausos. Fonte: Estadão

 

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