fbpx

"Eu me sinto bem, acho muito bom viajar sozinha"

Por Maya Santana

Rosa num barco, conhecendo as imediações da Vila

A advogada e professora, 51 anos, num barco, conhecendo a Vila Alter do Chão


Rosa Werneck
Viajar sempre traz grande expectativa. Viajando sozinha é ainda maior esta expectativa, principalmente, quando o tempo é curto e o lugar pouco conhecido.  Depois de uma pesquisa, o Estado escolhido foi o do Pará. E o lugar Alter do Chão.
A primeira iniciativa foi saber sobre o local e como chegar. Tracei a rota, sem antes olhar preços. Depois, foi procurar na internet locais bacanas para hospedar. Um amigo de Santarém me falou sobre o hotel Belo Alter. Logo procurei saber como era e, claro, o que oferecia a pessoas que estavam viajando sozinhas para a mata Amazônica.
Fui ver a passagem. Quase não acreditei nos preços oferecidos pelas companhias aéreas. Somente a ida custava o mesmo que uma viagem para a Europa. Ida e volta era algo em torno 2.400 reais. Inacreditável, já que eu queria fazer turismo dentro Brasil.
Na mesma hora, liguei para a TAM, para que pudesse confirmar os valores e  a minha não ida para a região. Quando me perguntaram se tinha milhas. Disse que sim, sempre voei pela TAM e tenho o hábito de comprar somente utilizando cartão, tanto de crédito quanto  de débito. Assim, adquiro milhas que me permitem viajar. E, deu certo.
O lindo por do sol em Alter do Chão, no estado do Pará

O lindo por do sol no vilarejo, situado no estado do Pará


Tinha  acumulado mais de duas passagens para qualquer ponto do território nacional, o que fez com que minhas passagens ficassem reduzidas a setenta reais, ou seja, apenas a taxa de embarque. Economizei  quase cinco mil reais.
Agora,  já com intenção de ir, liguei para o hotel. Realmente, era para eu estar neste lugar  fantástico mesmo. Estavam com uma promoção, porque era baixa temporada. A diåria com café da manhã estava no valor 120 reais. Assim, de domingo até o sábado seguinte, gastaria menos de 700 reais. Menos do que tinha programado. Claro, fiz a reserva, depositando trinta por cento do valor total. Menos de duzentos reais.
Confirmada a reserva, logo usei as milhas para comprar minhas passagens. Disse para o pessoal com quem trabalho que iria tirar uma semana de ferias, mais do que merecidas, pois estou trabalhando praticamente de segunda a segunda. Sou advogada e professora, o que faz com que meu tempo seja todo tomado: no escritório de oito as seis e, à noite, na escola. Chego  a casa sempre depois das dez. Não, é moleza.
Algumas pessoas não gostam de viajar sozinhas. Existe até um certo preconceito. Mas posso afirmar que é muito bom. A gente faz novos amigos, tem muita independência, acorda a hora que bem entende. E, em Alter, esta independência  é ainda maior.
Outra vista da Vila de Alter do Chão: a Ilha do Amor

Outra vista da Vila de Alter do Chão: a Ilha do Amor


Quando estava no avião, na descida , com escala em Belém, vi que, vista de cima, a paisagem é linda. Contive minha expectativa, pois meu destino estava mais longe um pouco – mais ou menos uma hora de voo até Santarém,  mais uns quarenta minutos até Alter.
O tempo total de voo:, saída de Confins às sete e quarenta e cinco rumo ao Rio, numa viagem de mais ou menos cinquenta minutos.  Do Rio a Santarém  mais quase seis horas. Cheguei a Alter próximo das dezesseis horas.
Estava nos meus planos alugar um carro assim que chegasse a Santarém,  ideia logo mudada, pois carro é algo que não combina com aquele povoado, ou vila. O taxista lembrou que tudo era muito perto,  não existia a necessidade de carro.
Ele foi muito agradável. Seriam todos tão hospitaleiros assim? Pedi  que não ligasse o ar condicionado. Ele me disse que eu  iria notar a diferença do clima, três graus a menos.  Um calor bem úmido mesmo.
A Escola   que  encantou a professora

A Escola do Ensino Médio São Luiz de Gonzaga que encantou a professora


A paisagem era magnífica. A estrada no meio da floresta Amazônica. Muito lindo para  relatar com palavras. A entrada de Alter tem um portal todo enfeitado. É bárbaro em sua integração com a natureza.
Chegando ao hotel, pude constatar o bom gosto associado a uma hospitalidade extrema e bem brasileira. Logo passei a fazer amizades com os outros hóspedes.Mas o que valeu a pena mesmo foi encontrar uma escola no meio do nada, dentro da floresta, uma escola sobre palafitas, bem cuidada, pintada e respeitada. O nome como estava escrito na faixa era Escola do Ensino Médio São Luiz de Gonzaga.
Perguntei como as crianças faziam para chegar até lá e me disseram: vêm de balsas ou botes, assim como os professores. Fiquei tão emocionada, pois tenho 32 anos de magistério, fazendo greve quase todo ano por melhores condições de trabalho. E lá, o pouco é muito. Pensei logo, brava gente!
Esta viagem foi muito compensadora:  um grande aprendizado,  em termos humanos e  espirituais,  e de grande conhecimento. Fico pensando que este incentivo de milhagem deveria ser para que todos pudessem conhecer mais e melhor o nosso país.
 A advogada e professora Rosa Werneck, 51 anos, viajou em fevereiro para a vila  paraense de Alter do Chão.

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário

0 Comentários

Avatar
Maria Celeste Guimarães 25 de junho de 2018 - 20:56

Alter do Chão é um paraíso, estive lá em outubro/17 pela segunda vez. O lugar é maravilhoso e o Rio Tapajós entranha na gente. Quero voltar ao mais rápido possível e chegar até a Flona – Floresta Tropical do Tapajós – Unidade de Conservação que me disseram imperdível.

Responder
Avatar
Viagem Bonito MS 27 de novembro de 2017 - 14:23

Ótimo post. Parabéns

Responder
Avatar
Valeria 16 de janeiro de 2016 - 00:30

Maravilhoso o relato da professora. Deu muito vontade de eleger o local como destino. Obrigada!

Responder
Avatar
Graça 24 de dezembro de 2015 - 20:00

As melhores viagens que eu fiz estava comigo mesmo rs estava só. Sem questionamento faço o que desejo e fico onde quero, sem contendas, curto tudo. AMO viajar só, aliás, ao meu lado, parece-me que sou duplicada rs…

Responder
Avatar
Rodrigo Santana 18 de setembro de 2013 - 12:30

Alter do chão é o caribe brasileiro. Para quem quer conhecer a praia de aguá doce as melhores datas são de setembro a novembro que é quando as aguas do rio estão baixas. Já fui duas vezes e pretendo voltar em novembro.

Responder
Avatar
lisa santana 17 de setembro de 2013 - 22:17

Rosa, que delícia de relato! Me deu até vontade de conhecer a região. E você tem razão: viajar sozinha é bótimo também.

Responder
Avatar
nenez 17 de setembro de 2013 - 19:29

Belo relato! Gostei!!!

Responder