fbpx

Eva Tudor aos 93: "Queria ter mais 10 anos de vida"

Por Maya Santana

A atriz, aqui em foto de 2010, terá livro sobre ela lançado no fim do ano

A atriz, aqui em foto de 2010, terá livro sobre ela lançado no fim do ano


É uma delícia a curta entrevista concedida pela atriz Eva Tudor, 93 anos, ao jornalista Bruno Astuto, da revista Época. Húngara de nascimento, ela chegou ao Brasil ainda criança e fez enorme sucesso como atriz. Agora, nonagenária, aguarda o lançamento de um livro que fará jus à sua bem sucedida carreira: “A Arte Revolucionária de Eva Tudor”. Ao ser perguntada se nunca pensou em ter filhos ou em se casar novamente – ela foi casada duas vezes -, a atriz foi pra lá de sincera: “Filhos só dão trabalho. Vão para a rua atrás de drogas ou somem e nunca mais voltam ou colocam as mães idosas nos asilos. E Deus me livre ter marido. Depois de dois maridos, nunca mais tive nem um namorico.”
Leia:
Aos 93 anos – mais de 80 de carreira -, Eva Todor prepara-se para mais uma etapa: ver transformado em livro o “gênero Eva de interpretar”, que ela inventou. “É um modo gaiato de representar, que mistura brejeirice, doçura e um humor espontâneo sem cair no besteirol”, diz a veterana, que chegou ao Brasil aos 8 anos vinda da Hungria, e aqui se casou e virou atriz. Escrito pela historiadora Tânia Brandão, A Arte Revolucionária de Eva Todor será lançado no fim do ano.
Como surgiu a ideia do livro?
Filmei várias entrevistas com a Tânia durante seis meses. Não tinha roteiro, respondia a tudo que ela perguntava. Quando ela assistiu ao material, começou a escrever. Ela está fazendo tudo sozinha, não ditei nada. Acho o título pretensioso, mas ela está encantada comigo.
Quando vai voltar à TV?
Por enquanto não tenho coragem de pegar um trabalho grande. O ritmo de gravações é intenso e confesso que não me sinto capaz. Se for uma aparição, uma intervenção especial, aí eu faço com uma perna nas costas.
Como lida com a idade?
Não senti a velhice, o tempo nem os anos passarem. Mas queria ter mais uns 10 anos de vida. Ainda há muito para se fazer. Me chateia ficar sem fazer nada, gosto demais de trabalhar.
Nunca pensou em ter filhos ou se casar novamente?
Vão dizer que eu sou maluca ou má, mas filhos só dão trabalho. Vão para a rua atrás de drogas ou somem e nunca mais voltam ou colocam as mães idosas nos asilos. E Deus me livre ter marido. Depois de dois maridos, nunca mais tive nem um namorico.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





0 Comentários

Patricia Diaz 15 de dezembro de 2013 - 21:22

Ótima entrevista. Maravilhosa atriz. Divertida, com ela as cenas parecem tão reais e leves. Sobre a última pergunta, respeito sua opinião.

Responder
Betise Asusmpcao 22 de outubro de 2013 - 10:16

Pena que a entrevista e’ tão curta!!! Queria saber muito mais!!

Responder
Elida Torrent 21 de outubro de 2013 - 19:24

Entrevista curta mas interessante e sinceridade não é defeito, principalmente aos 93 anos, ela pode tudo!

Responder

Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais