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Eva Wilma: oito décadas de vida e seis de carreira

Por Maya Santana

Eva Wilma : uma vida inteira dedicada à arte

A atriz paulistana dedicou a vida à arte

A primeira vez que vi Eva Wilma na televisão foi na TV Tupi, fazendo o programa “Alô, Doçura”, contracenando com John Herbert, que viria a ser seu marido. Formavam um casal lindo e faziam o maior sucesso. Isso foi lá na década de 60. Hoje, passado tanto tempo, ela tornou-se símbolo de dedicação à arte. Uma atriz que se realizou na profissão. E, aos 80 anos, completados no dia 14 de setembro, continua ativa nos palcos. Nesse artigo de Filipe Isensee para o jornal Extra, é muito engraça a mensagem que Fernanda Montenegro enviou a ela no dia do aniversário.

Leia o artigo:

Quando completou 80 anos — no último dia 14 —, Eva Wilma recebeu uma mensagem de Fernanda Montenegro: “Bem-vinda ao clube. Não dói nada”. E assim, sem dor ou saudosismo, a atriz vive seu tempo da delicadeza particular, cumprindo a sina que ela previu para si, antevendo uma vida dedicada às artes: “Esperando ser brilhante minha carreira deixo aqui uma recordação do início desta”, escreveu aos 9 anos numa foto, registro da época de bailarina (imagem abaixo).

Aos 9 anos, certeza de estar começando uma carreira de sucesso

Aos 9, a certeza de estar começando uma carreira de sucesso

— Dediquei esse recado ao futuro. Para você ver que menininha pretensiosa — recorda Eva, posicionando-se diante do presente: — Vivi intensamente as fases dos 40, dos 50, dos 60. E faço isso aos 80. Com a idade, as coisas ficam gastas, mas é simples: você precisa conviver bem com as limitações. No começo de 2013, passei por uma cirurgia dificílima no quadril. Nos primeiros 20 dias, achei que não iria conseguir me recuperar. Mas estou aqui.

Com a perspectiva de quem se alia sempre ao lado mais doce da vida, Eva interpreta um tipo oposto na peça “Azul resplendor” (estreia quinta-feira no Teatro Sesc Ginástico). Sua personagem, Blanca Estela, uma grande dama do teatro afastada dos palcos, carrega nas costas uma montanha de mágoas.

Eva Wilma ao lado de Carlos Zara, seu companheiro de vida. O ator morreu em 2002. Foto: Roberto faustino / Roberto faustino

Eva Wilma e Carlos Zara, seu companheiro de vida. Foto: Roberto Faustino

— Eu não tenho amargura. Em 60 anos de carreira, me equilibro em meu trabalho com a mesma paixão — confirma a atriz, refutando os adjetivos que exaltam sua grandeza: — Eu não sou monstro sagrado nenhum. Prefiro desmitificar, ser eu mesma. Sempre digo que o maior prêmio é a manifestação do público. Não estou falando do aplauso, mas de quando as pessoas te reconhecem e conversam com você.

Entre a garotinha que foi e a senhora que é, experiências novas surgiram encadeadas — do teste que fez com o diretor Alfred Hitchcock para o filme “Topázio” (1969) ao fato de ter dado aula de violão para a cantora Nara Leão — e preenchem uma biografia intensa. A simplicidade, no entanto, não lhe tira a singularidade. Ao contrário. Vinda de uma geração de sobreviventes — da ditadura militar, dos inúmeros problemas da profissão — Eva, a quem o avô materno chamava de Vivinha, justamente por seu ímpeto de correr atrás do que quer, sabidamente se apresenta como um porto aos atores mais jovens. Clique aqui para ler mais.

A carreira da atriz em fotografias:

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4 Comentários

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Elizabeth 4 de dezembro de 2014 - 22:56

Ela é ótima e a mais bonita das atrizes de sua geração. Só uma correção: o aniversário dela é em 14 de dezembro.

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BETO 25 de setembro de 2014 - 19:14

Eva Wilma é simplesmente a maior atriz deste país,pois é uma atriz completa ou seja nota dez,em tudo que fez e ainda faz……..parabéns grande Diva!!!!das Artes Cénicas do Brasil.

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Maria Lúcia Rosa 24 de setembro de 2014 - 23:55

Fui, sou e sempre serei fã dessa atriz maravilhosa. Parabéns !

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Antonio f reis 23 de setembro de 2014 - 23:38

Uma grande atriz,uma das minhas ,,,,,,,,,,,

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