Ex-tecelã fatura com turismo para maiores de 60

Por Maya Santana
Thereza Ramos, 68 anos, abriu a sua própria agência de turismo

Thereza Ramos(no centro), 68 anos, abriu a sua própria agência de turismo

Este artigo, publicado no IG, mostra como o envelhecimento da população no Brasil está fazendo com que surjam oportunidades de negócios. Thereza Ramos Queda, 68 anos, antes trabalhando como tecelã, é exemplo de quem vislumbrou um bom empreendimento e embarcou na onda: criou a sua própria agência de turismo, para atender unicamente a clientela com mais idade Entre 2001 e 2011, o número de idosos no país, pessoas com mais de 60 anos, subiu de 15,5 milhões para 23,5 milhões, um crescimento de 55%. Hoje, eles já representam 12% da população. 

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Debruçada sobre máquinas de tear, a tecelã Thereza Ramos Queda aposentou-se aos 40 anos devido à condição insalubre de seu trabalho. Foi o que a permitiu ter tempo para organizar excursões beneficentes que, mais tarde, converteram-se num negócio lucrativo voltado para a terceira idade. Na década de 1970, Thereza levava amigos e parentes num ônibus fretado para entregar doações a internos do sanatório São Cristóvão, na cidade de Campos de Jordão, região serrana de São Paulo. Daí vieram as primeiras sugestões para que ela começasse a organizar passeios com grupos fechados para outros destinos.

Thereza fez um curso de guia turístico e, pelo boca a boca, passou a receber pedidos de orçamentos de viagens. Quando a demanda ficou fora de controle, viu que era hora de montar um escritório e oficializar a abertura da empresa. Em 2000, chamou a filha Cinthia para ser seu braço direito. A jovem abandonou o emprego na área de comércio exterior de um banco, e tornou-se sócia da mãe na nascente agência de turismo Cinthe-Tur, com sede em São Paulo.

A empresária, que fatura 200 mil reais, numa de suas viagens a Portugal

A empresária, que fatura 200 mil reais, numa de suas viagens a Portugal

No início, a ideia era direcionar os pacotes de viagens para o público em geral. Mas a predominância de pessoas de uma faixa etária avançada em certos passeios fez com que as fundadoras da agência passassem a dedicar serviços especializados. Com faturamento anual em torno de R$ 200 mil, hoje a Cinthe-Tur conta com um diretor financeiro, sete funcionários e guias treinados para atender aos viajantes – cada vez mais exigentes – de terceira idade. Desde a criação da agência, a procura por destinos turísticos por parte de idosos, em grande parte mulheres viúvas, disparou 80%, calcula Cinthia.

Mercado em ascensão

O aumento da demanda por atividades recreativas voltadas aos idosos acompanha o salto da expectativa de vida experimentado pelo País: em três décadas, o indicador cresceu 11 anos, passando de 62 anos em 1980 para 73 em 2010, de acordo com dados divulgados este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2001 e 2011, o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil saltou de 15,5 milhões para 23,5 milhões, um crescimento de 55%. Hoje, os idosos já representam 12% da população.

Com tempo disponível e reserva financeira acumulada após anos de trabalho, a terceira idade está disposta a gastar mais seu dinheiro com atividades que proporcionem prazer e qualidade de vida. É um prato cheio para empreendedores, mas agradar tem seu preço. Clique aqui para ler mais.


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