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Executivo troca com a mulher e vira 'dona-de-casa'

Por Maya Santana

Cláudio com a filha, Luiza, 6, de quem cuida desde os três anos de idade

Cláudio com a filha, Luiza, 6, de quem cuida desde os 3 anos


Já contei esta história aqui. Como é interessantíssima, vale a pena contar outra vez. Ele, executivo dos mais bem sucedidos, com carreira em multinacional, largou tudo para trocar de lugar com ela e assumiu o papel de “dona de casa”, com a responsabilidade de criar a filha, Luiza, na época com três anos de idade. Lava, passa, arruma a casa, ajuda a filha, já com seis anos, a fazer o dever de casa e ainda cozinha para os três. A mulher parece feliz com o arranjo. E ele mais ainda. Tanto que decidiu escrever um livro, “Macho do Século 21 – O executivo que virou dona de casa e acabou gostando” (Editora Claridade), lançado no final do ano passado.
Leia o artigo publicado pela revista Exame:
Um casal bem-sucedido tem uma filha, mas, com a rotina de trabalho pesada dos pais, ambos percebem que um deles terá que pedir demissão para cuidar da criança. Qual deles deverá abrir mão da carreira, homem ou mulher? Para muita gente, a responsabilidade de cuidar da prole recairia automaticamente sobre ela, mas não foi isso que aconteceu com Claudio Henrique dos Santos, ex-executivo que se intitula “dono de casa”.
Livro lançado no final do ano passado

Livro lançado no final do ano passado


Vivendo atualmente nos Estados Unidos, com a esposa Daniele e a filha Luísa, de seis anos, Santos escreveu o livro “Macho do Século 21 – O executivo que virou dona de casa e acabou gostando” (Editora Claridade), lançado na segunda quinzena de outubro, para contar sua experiência ainda incomum nas famílias do mundo todo. Nesta sexta-feira, ele também participa da Expo Money São Paulo, onde falara sobre o tema.
Em entrevista a EXAME.com, ele revelou que há cerca de cinco anos, abandonou uma carreira de projeção em uma grande empresa para abrir caminho para a mulher, que tinha melhores perspectivas do que ele, também como executiva em uma grande companhia. A decisão foi tomada em conjunto e, no início, o plano dele era abrir um negócio próprio, que possibilitaria horários um pouco mais flexíveis (e menos horas extras no trabalho) para passar com a filha.
Quando a loja de vinhos aberta por ele estava começando a dar retorno do investimento, uma proposta recebida por Daniele mudou novamente os planos da família: ela foi convidada para trabalhar em Singapura. “Eu tinha um plano pessoal de fazer a loja funcionar, tinha conseguido uma cartela boa de clientes, tinha acabado de passar essa linha entre o ‘vermelho’ e o ‘azul’, mas não tive coragem de dizer não”, conta.
Neste momento, pela primeira vez, o ex-executivo se viu sem trabalhar, com seu tempo 100% dedicado a Luísa, e, apesar de tudo ter sido feito em comum acordo, os dilemas por ser sustentado pela mulher começaram a aparecer. Acostumado a trabalhar desde os 14 anos de idade, foi difícil para ele enfrentar a dependência financeira, já que seu visto não permitia que exercesse qualquer trabalho no país.
Assista à entrevista de Cláudio:

O dia em que percebeu que a tarefa não seria fácil foi quando comprou, com o cartão da esposa, várias garrafas de vinho para preencher a adega que Daniele havia dado para ele de presente. “Quando eu estava na loja, ela ligou e perguntou ‘que história é essa de você gastar isso tudo?’ Eu me senti muito mal”, conta.
Esse foi o primeiro de muitos outros conflitos e dilemas pelos quais passou antes do momento em que “saiu do armário para si mesmo”, engoliu o orgulho e aceitou de fato (e de bom grado) sua nova função no lar. Sua vida, antes agitada, cheia de compromissos e viagens, passou a se resumir ao ensino da filha e a reuniões de pais e professores na escola, enquanto ouvia a esposa contando sobre suas viagens de negócios a lugares para lá de interessantes. Clique aqui para ler mais.

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