fbpx

Fatos sobre a depressão que todos precisam saber

Por Maya Santana

Robin Williams se matou após lutar contra depressão

Robin Williams se matou após lutar contra depressão

Se você parar para pensar, vai conseguir se lembrar de várias pessoas que se suicidaram nos últimos tempos. A imprensa noticia pouco, mas o número dos que tiram a própria vida é grande. À propósito da morte repentina e perturbadora de Robin Williams, depois de um período de depressão, especialistas, como o ouvido nesse artigo publicado pela revista Exame, defendem que a midia mude sua visão do problema. “Ao contrário do que se pensa, as pessoas não vão se matar se a mídia falar mais sobre o suicídio. O importante é a orientação sobre isso. Deve-se falar disso para prevenir”, afirma o Dr. Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Leia o artigo:

A depressão fez mais uma vítima nesta semana. De acordo com a polícia da Califórnia, tudo indica que o ator Robin Williams tenha se suicidado por asfixia, na última segunda-feira, aos 63 anos. O vencedor do Oscar por “Gênio Indomável” e artista consagrado por filmes como “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Patch Adams – O Amor é Contagioso” lutava contra a depressão e o vício em cocaína e álcool.

A notícia pegou o mundo inteiro de surpresa e levantou a importante questão que gira em torno dessa doença. Se não for tratada a tempo, ela pode ter um desfecho tão triste quanto o de Williams ou do humorista Fausto Fanti, que, no final de julho, também tirou a própria vida, possivelmente, em decorrência do sofrimento psíquico.

Na opinião do médico Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, políticas públicas voltadas para esse problema e um tratamento da mídia sem tabus poderiam ajudar a evitar consequências graves.

“Ao contrário do que se pensa, as pessoas não vão se matar se a mídia falar mais sobre o suicídio. O importante é a orientação sobre isso. Deve-se falar disso para prevenir”, afirma. Todos os anos, a ABP realiza uma caminhada no dia 10 de setembro para lembrar o “dia mundial da prevenção ao suicídio” e, nos locais em que acontece esse tipo de ação, segundo ele, a incidência tem parecido menor.

O psiquiatra diz que, em cada 100 pessoas com depressão grave, 15 cometem suicídio. O número é preocupante, mas pode ser revertido se preconceitos forem combatidos e informações forem divulgadas.

A seguir, você confere fatos que todo mundo deveria saber para lidar melhor com o problema.

Depressão é uma doença, não “frescura”

Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem sofre de depressão é entender e fazer com que os outros entendam que ela não é “frescura”, mas uma doença, como hipertensão ou diabetes.

Isso significa que precisa ser tratada por um psiquiatra, capaz de orientar e, se necessário, medicar adequadamente o paciente. A psicoterapia em conjunto pode ser muito útil, mas o tratamento médico é essencial.

Preconceito só atrapalha a cura

“Psiquiatra é médico de louco e eu não estou doido”. Esta frase, lembrada por Silva, resume boa parte do preconceito que ainda existe em torno da depressão, dos transtornos mentais e até mesmo dessa especialidade da medicina. Por vergonha ou medo de que conhecidos fiquem sabendo, pacientes evitam procurar ajuda ou perdem um apoio importante dos entes queridos. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

13 − dois =