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Favorável à biografia não-autorizada com 'ajustes'

Por Maya Santana

Cantor falou pela primeira vez sobre a polêmica em torno das biografias

Cantor falou pela primeira vez sobre a polêmica em torno das biografias


Roberto Carlos, 72,  artista que deu início à polêmica sobre biografias autorizadas, ao proibir um livro contando a história dele, de autoria de Paulo Cesar de Araújo, deu entrevista neste domingo ao programa Fantástico, da Globo, dizendo-se a favor das biografias não autorizadas, desde que haja “ajustes e acertos” entre o biógrafo e o biografado. Esta manhã, vi a reapresentação da entrevista, na qual RC afirma que os dois lados devem “conversar muito”, de forma a conciliar a liberdade de expressão com a privacidade do artista. Continuo achando que ele e os integrantes do “Procure Saber”que pensa  mais ou menos como ele – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Djavan – estão equivocados. Tem que haver total liberdade para se escrever. Agora, aquele biógrafo que for leviano e falar algo que não pode provar ou que agredir o biografado, este terá que se entender é com a justiça.  
Leia o artigo de Fábio Grellet sobre a entrevista de RC publicado pelo Estadão:
Mais famoso artista a recorrer a uma regra do Código Civil para proibir a comercialização de uma biografia não autorizada por ele, o cantor e compositor Roberto Carlos afirma agora que concorda com o projeto de lei que muda essa norma. Se for aprovado pelo Congresso Nacional, o projeto vai permitir a publicação de biografias sem necessidade de autorização da pessoa biografada. Questionado se é a favor ou contra o projeto, ele foi enfático: “Sou a favor”. A entrevista foi veiculada na noite de domingo pelo Fantástico, da TV Globo.
Em 2007, Roberto Carlos recorreu à Justiça para exigir a proibição da venda de sua biografia Roberto Carlos em Detalhes, escrita por Paulo Cesar de Araújo. Ele se baseou no artigo 20 do Código Civil, que prevê: “Salvo se autorizadas (…), a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”. Roberto Carlos foi atendido pela Justiça, e o livro está fora do mercado até hoje.
Questionado durante a entrevista se atualmente liberaria a publicação do livro, Roberto impôs condições: “Isso tem que ser discutido”. “Há algum tempo, para a gente proteger o direito à privacidade, só existia uma forma: não permitir uma biografia não autorizada”, disse. “O biógrafo pesquisa uma história que está feita pelo biografado. Ele não cria uma história, (ele) narra aquela história que não é dele, que é do biografado, mas a partir de quando escreve, ele passa a ser dono daquela história. Isso não é certo”, afirmou o cantor. Clique aqui para continuar a ler.

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0 Comentários

lisa santana 28 de outubro de 2013 - 20:31

Tenha dó! Preguiça desta história toda! Será que estes artistas acham que é possível deter a história? Do que é que têm medo? O que se faz, se faz e artistas do naipe dos que estão contra a biografia não-autorizada ( e muito me admira!) acham que o que fazem, o que fizeram não virá a luz do dia nunca? O ´” É proibido proibir” vale para quem, mesmo? Não dá nem para acreditar, vamos falar a verdade?

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