fbpx

Feira de livros destrói imagem do Brasil colorido

Por Maya Santana

Paulo Lins, o único negro entre os escritores brasileiros na Feira alemã

Paulo Lins, o único negro entre os escritores brasileiros na Feira alemã

A participação do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt está provocando tanta polêmica, que decidi publicar aqui este artigo da Folha de São Paulo.

Leia:

A jornalista estrangeira perguntou, (ingênua) e meio espantada: “Eu achava que o Brasil era um país alegre, mas ontem ouvi o Paulo Lins dizer que vocês são tristes. Vocês são alegres ou tristes?”. “Somos os dois”, respondeu o presidente da Biblioteca Nacional, Renato Lessa, em entrevista coletiva que no qual foi apresentado um balanço oficial da atuação do Brasil como país homenageado na Feira do Livro de Frankfurt. “Basta ouvir nossos sambas: as músicas em geral são alegres, mas as letras muitas vezes são tristes.”

“Negro não é só melanina, é atitude política”, diz Ferréz em Frankfurt Em Frankfurt, Ubaldo critica “população desordeira e parasitária na esfera política” de Brasília

Em protesto, Paulo Coelho se recusou a participar da Feira

Em protesto, Paulo Coelho se recusou a participar da Feira

Temas como estes, de felicidade e tristeza, dominaram a entrevista. “A participação brasileira destruiu a imagem que se fazia aqui na Alemanha de um país colorido no qual ninguém trabalha, que é como 90% dos alemães viam o Brasil”, disse o diretor da feira, Juergen Boos. A discussão sobre a identidade nacional esteve diretamente ligada a outro assunto que permeou toda a participação brasileira no evento alemão: o discurso polêmico do escritor Luiz Ruffato na abertura da feira.

Renato Lessa defendeu que o conjunto de discursos brasileiros na cerimonia foi representativo do que é o país. “Ruffato mostrou nossa resiliência. A Ana Maria Machado (a outra oradora literária da abertura) fez um convite para nossa literatura. E o (vice-presidente) Michel Temer falou da Constituição de 1988”, relembrou Lessa. Boos reforçou: “A variedade de discursos mostra como o Brasil é uma sociedade dinâmica, que reinventa a si própria. A abertura foi extraordinária: muito literária e muito política”.

O diretor da feira e o presidente da BN também foram instados a falar sobre um tema onipresente da feira: a decisão de Paulo Coelho de não vir a Frankfurt. Um jornalista perguntou se a ausência dele teria ajudado os demais autores a se projetar. “De modo algum a ausência de Coelho é positiva. Lamentamos que ele, como o autor que mais vende no Brasil, nao tenha vindo”, disse Lessa. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

7 − dois =

1 Comentários

Avatar
lisa santana 15 de outubro de 2013 - 01:53

Acho ótimo que a riqueza do Brasil, extrapole as questões naturais e se mostre em Frankfurt através da nossa literatura e na oralidade de alguns. Principalmente na fala do Luiz Ruffato, que escancara nossa história e deixa exposta nossas mazelas sociais. Muito bom.

Responder