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Fernanda Torres lança "Fim", seu primeiro romance

Por Maya Santana

O livro está sendo muito elogiado por aqueles que leram

Quem já leu o livro, que será lançado na terça-feira, vem fazendo rasgados elogios


Sempre admirei a atriz Fernanda Torres, uma mulher com grande capacidade intelectual, dotada do privilégio de ser filha da extraordinária Fernanda Montenegro. De formação cultural sólida, Fernandinha, como muitos a chamam, se destaca no que faz. Somada à excelência na arte de representar, escreve com o brilhantismo dos talentosos. Por isso, não me surpreende que tenha escrito um bom romance, “Fim”, editado pela Companhia das Letras, com lançamento previsto para terça-feira, dia 12, no Rio de Janeiro. A história se passa na cidade e seus personagens são cinco amigos de mais de 60 anos. “”Queria que o livro tivesse um caráter muito pessoal daqui, o hedonismo, a decadência, o saber viver, o humor, mas com uma certa tragédia. O Rio é uma mixórdia, uma loucura e, ao mesmo tempo, tem um ar de corte, de uma certa nobreza falida”, diz ela.
Leia o artigo publicado na Folha:
Quatro anos atrás, quando ainda se iniciava como cronista e autora de teatro, Fernanda Torres, 48, afirmou à Folha sentir vergonha de assumir que escrevia. “Eu sei o horror que é uma atriz que escreve”, disse. Hoje, com rotina autoral entranhada –publica coluna mensal na “Ilustrada” e outra quinzenal na “Veja Rio”– e prestes a lançar o primeiro romance, “Fim”, o sentimento certamente é diferente, não?
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Fernandinha com Fernanda Montenegro: mãe e filha brilham

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“Mais do que nunca é hora de ter vergonha de dizer que escrevo”, diz ela, rindo. “A sensação atual é que não vou escrever nunca mais.” É claramente uma blague: ao longo da hora e meia de conversa em seu apartamento, na Lagoa, zona sul do Rio, Fernanda demonstra ter ficado satisfeita com a obra e com o próprio processo de criação.
“Fim” nasceu como um conto sobre os cinco últimos minutos de vida de um velho que, na caminhada de volta do médico para seu apartamento, em Copacabana, vai rememorando quatro amigos que morreram antes dele. O texto havia sido encomendado pelo diretor Fernando Meirelles, que pretendia publicar um livro com contos sobre a velhice e adaptá-lo para a TV, numa ação casada entre a Companhia das Letras e a Rede Globo.
O projeto não vingou neste formato, mas Fernanda diz ter ficado “tão feliz” com o resultado do conto que o mostrou para a mãe, Fernanda Montenegro, e para amigos como os atores Vladimir Brichta e Débora Bloch. “Eu fiquei surpresa, gostei, achei que estava direito. Escrevi em quatro dias, cuspi 11 páginas com uma curva [narrativa], algo que ia ficando esquisito. Achei que tinha fôlego para um romance.” A mesma opinião tiveram Meirelles e Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras, que lança o livro na próxima terça (12). Clique aqui para ler mais.

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