Fernanda Torres vai lançar o seu segundo livro

Por Maya Santana
A atriz e escritora, 48, só recebeu elogios pelo seu primeiro livro

A atriz e escritora, 48, só recebeu elogios pelo seu primeiro livro

Fernandinha Torres, a excelente atriz que surpreendeu ao escrever um livro – “Fim”, contando a história de cinco personagens com mais de 60 anos -, coberto de elogios da crítica e de todo mundo que leu, vai lançar o seu segundo livro. Será na Feira Literária de Paraty, de 30 de julho a 03 de agosto, e, ao contrário do primeiro, é um livro de crônicas.

Leia a entrevista que ela concedeu a Marina Rossi, do El Pais:

Aos 48 anos de idade e mais de 30 de carreira, a atriz Fernanda Torres parece ter incorporado de vez uma personagem cômica. Hoje, a inesquecível Vani de Os Normais, seriado que ficou no ar por dois anos antes de virar filme, deu lugar à espevitada Fátima de Entre Tapas e Beijos, no ar na TV Globo desde 2011. Mas longe das câmeras, a irreverência e as piadas permanecem aparentemente sem nenhum ensaio prévio.

Parece que para Torres, aquela máxima de “a vida imita a arte” faz todo sentido. Antes de começar essa entrevista que ela deu ao EL PAÍS por telefone, a primeira pergunta que ela fez foi: “Você é brasileira?” E ouvindo a resposta afirmativa, disse “ah, fiquei imaginando se você não era uma espanhola disfarçada com um sotaque super escondido”.

Embora seja uma veterana nos palcos e nas telas, a filha da consagrada atriz Fernanda Montenegro (Central do Brasil, entre outros) está estreando em outras bandas, a da literatura. Seu primeiro livro, Fim, lançado em novembro do ano passado pela Companhia das Letras, já vendeu 100.000 cópias e rendeu um convite para a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, maior feira literária do país. “Estou igual a um pinto no lixo”, diz, sobre a participação na Flip. “Me sinto como se fosse debutar”.

No lançamento de seu primeiro livro, "Fim", no final do ano passado

No lançamento de seu primeiro livro, “Fim”, no final do ano passado

Embora “não faça nenhuma ideia” de como será a sua apresentação na Flip, uma coisa é certa: vai lançar um segundo livro, feito de crônicas. E parece que é apenas o começo da carreira da atriz como escritora.

Pergunta – O seu livro nasceu de um pedido do cineasta Fernando Meirelles para que você escrevesse um conto sobre a velhice para se transformar em uma série. A série não deu certo, mas o conto virou o primeiro capítulo de Fim, que começa engraçado, mas depois fica triste e denso. Era essa a intenção quando você escreveu?

Resposta – Eu não tinha intenção nenhuma. A única coisa que eu sabia era que eu deveria matar os cinco personagens da mesma forma. E os personagens foram sendo escritos por eles mesmos. O livro tem uma ironia que não se perde, mas sim, ele vai ficando mais denso. Porque é um livro sobre a morte, não sobre a velhice. Quanto mais o livro avança, menos ele fala da velhice. A discussão que está em jogo é a da morte, porque uma hora a gente vai estar vivendo aquilo.

P. Não é sobre a velhice mas tem um tom saudosista nas histórias, não?

R. Uma vez eu li uma entrevista com o Gabriel García Márquez e ele dizia que absolutamente tudo o que ele escreveu na vida tinha relação com a infância dele, e eu me identifiquei com isso. Não com o García Márquez, pelo amor de Deus! Não é isso. Mas me reconheci nessa memória de infância, das coisas emotivas, inexplicáveis. O Rio de Janeiro dos anos 70, que é o que aparece no livro, é o Rio da minha adolescência, de quando eu saí de São Paulo e vim morar no Rio. Está tudo lá. E eu acho que escrever talvez seja um ato saudosista. Clique aqui para ler mais.


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