Filme expõe o mundo de um artista que vive recluso

Por Maya Santana
Francisco Brannand, recifense, completará 86 anos de vida em junho

Francisco Brannand, recifense, completará 86 anos de vida em junho

Dez anos foram necessários para transformar em cinema a vida peculiar de  Francisco Brennand, o escultor e pintor pernambucano que há quatro décadas vive  recluso em sua oficina nos arrabaldes de Recife. Planejado inicialmente, em  2002, para ser um típico documentário de entrevistas e depoimentos, ao ficar  pronto, em 2012, depois de interrupções, alterações e projetos paralelos, o  projeto estava transformado. “Francisco Brennand” estreia amanhã nos cinemas  brasileiros.

Ao procurar o escultor, que é seu tio-avô, a cineasta Mariana Brennand Fortes  entrou em contato, também, com o extenso diário que o artista escreve em  cadernos espiralados desde a década de 1940. Com sua enxurrada de referências,  sonhos e fantasias, as sequências do diário se tornaram o eixo de rotação do  filme. Como resultado, a imagem de Brennand mostrada na tela não é o tradicional  panorama dos documentários, mas um plano próximo afetivo e sombreado.

O atelier do pintor e escultor, nos arredores da capital pernambucana

A oficina do pintor e escultor, nos arredores da capital pernambucana

A diretora diz que teve sorte de procurar Brennand justamente em um momento  em que ele buscava se abrir. Ele desejava expor sua obra de pintor, que ficou  empilhada no ateliê durante décadas, e levar a público o diário – que será  editado como “O Nome do Livro”, em três volumes. Também é resultado da pesquisa  iniciada em 2002 a edição do livro “O Universo de Francisco Brennand” (G.  Ermakoff), em que está catalogada grande parte da obra do artista.

Com a redescoberta da pintura e a inspiração do diário, o filme ganhou em  complexidade. “O diário foi uma oportunidade única de incrementar a carga  dramática do filme, contando a história não só de fora para dentro, mas de  dentro para fora, a partir desse homem que vive na oficina”, relata a  diretora.

O fio condutor é uma narração em “off” a cargo da atriz Hermila Guedes, a  partir de trechos do diário, mas interpretando, sem o explicitar, a própria  diretora. Hermila também posou para o artista, por sugestão de Mariana, que  queria filmar o tio-avô enquanto ele pintava, mas não pôde. “Ele precisa de  solidão e tempo para trabalhar”, diz a cineasta. Leia mais em http://migre.me/dGiuQ


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





1 Comentários

ana 15 de março de 2013 - 18:51

Estive no Museu Brennand, nos arredores de Recife, e fiquei imensamente surpresa de encontrar tamanha riqueza naquele canto do mundo. Tudo é bonito, amplo e luxuoso. Mais primeiro mundo, impossível. A gente nem acredita q aquilo está no Brasil, menos ainda no Nordeste.

Responder

Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais