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Filme "Flores Raras" estréia no Festival de Berlim

Por Maya Santana

Glória Pires, que faz papel de uma homossexual, ao lado de Tracy Middendorf e Miranda Otto

Glória Pires ao lado das atrizes Tracy Middendorf e Miranda Otto


O Brasil levou nesta segunda-feira  para o Festival de Berlim o filme “Flores raras”, que aborda os 15 anos de relação amorosa entre a poetisa americana Elizabeth Bishop (interpretada pela australiana Miranda Otto, de “Senhor dos anéis”), e a urbanista, paisagista e arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires). O filme tem previsão de estreia em 9 de agosto no Brasil.
A produtora do filme, Lucy Barreto, mãe do diretor Bruno Barreto, falou em Berlim sobre o filme, em entrevista coletiva acompanhada pela agência EFE. “Tive a oportunidade de conhecê-las nos anos 50 e sim, foi o grande amor das duas”, disse sobre a escritora e a arquiteta retratadas em “Flores raras”.

A obra, dirigida por Bruno Barreto e exibida dentro do festival na seção Panorama, começa em 1951, quando a escritora viaja ao Rio de Janeiro na busca de inspiração e se aloja na casa de Mary, uma antiga colega de estudos, e de sua companheira, Lota.
A atriz como a arquiteta Lota Soares de Macedo

A atriz como a arquiteta homossexual Lota Soares de Macedo


A extrema timidez de Elizabeth contrasta com a sensualidade de Lota, que em um primeiro momento causa rejeição na poetisa. Mas esse sentimento inicial dá passagem para o amor em uma difícil relação a três, pois Mary não está disposta a renunciar a Lota.
Este “ménage à trois” se desequilibra quando Lota começa sua maior obra, o desenho do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e Elizabeth embarca em um destrutivo consumo de álcool, com o golpe militar de 1964 como cenário. Segundo Lucy, “foi o amor da maturidade”, pois “Lota tinha 41 e Elizabeth, 40, e ficaram juntas por 15 anos”.

“Acho que teriam ficado para sempre, se Lota não tivesse morrido”, afirmou a produtora, para quem as duas mulheres “tinham tal intimidade” que “se falavam com o olhar, com sorrisos”, de modo que observá-las se transformava em algo “especial”. Continua em http://migre.me/dda4q

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0 Comentários

Douglas 16 de março de 2013 - 02:06

Que inveja da Gloria Pires, queria pelo menos chegar a um metro da Miranda Otto desde q

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