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Filme mostra surgimento do mito e naufrágio de Amy Winehouse

Por Maya Santana

Ao final do documentário, de pouco mais de duas horas, o que resta é "um gosto amargo"

Ao final do documentário de pouco mais de duas horas, o que resta é “um gosto amargo”

Deve chegar ao Brasil em setembro o documentário Amy, sobre a cantora inglesa Amy Winehouse, morta precocemente, aos 27 anos, em 2011, em consequência do consumo excessivo de vodca. O filme, de pouco mais de duas horas, já estreou em alguns países e, segundo quem viu, traça um retrato devastador da jovem cantora londrina. Depois de assistir ao documentário, o que fica, segundo Diego A. manrique, neste artigo publicado pelo El País, é “um gosto amargo”.

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Amy, o documentário que triunfou em Cannes e que estreou no Reino Unido e em vários países neste mês (no Brasil, a expectativa é que ele chegue aos cinemas até setembro), apresenta uma questão inquietante: quais novidades se pode contar sobre uma celebridade do século XXI? Como a de tantas celebridades de hoje, a vida pública de Amy Winehouse aconteceu em horário nobre, sendo vista pelo mundo inteiro. De alguma forma, até sua morte trágica parecia prevista, predestinada, assumida com antecedência.

Na verdade, nossa informação era escassa e incorreta. Quando morreu, em julho de 2011, todos pensaram que a “pobre Amy” tinha sofrido uma overdose de drogas ilegais. Para surpresa geral, a investigação dos legistas determinou que a causa imediata foi intoxicação aguda com uma droga legal: tinha consumido uma quantidade enorme de vodca.

O diretor do documentário, Asif Kapadia – o mesmo que dirigiu Senna (2010), sobre o piloto de Fórmula 1 e ídolo brasileiro Ayrton Senna, se encontrou com um dilema muito próprio do tempo presente: tinha muitos documentos audiovisuais da cantora, incluindo muito material nunca exibido. A primeira montagem de Amy durava três horas e os poucos que assistiram dizem que era devastador. Em sua forma final, são 128 minutos e, mesmo assim, ainda deixa um gosto amargo.

Tecnicamente, Kapadia tinha suficientes imagens e sons de Amy para que ela pudesse contar suas experiências em primeira pessoa. Mas não era suficiente: tudo foi muito rápido e nem ela entendia a experiência terrível que foi sua profissionalização, coincidindo com sua entrada na vida adulta. O filme precisava de outras vozes: amigos, família, colegas, médicos. E todos eles intervêm: a abundância de cenas de Amy Winehouse permite que o cineasta evite esse tema dos documentários que é a sucessão de cabeças falantes. Clique aqui para ler mais.

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