‘Fim do mundo’ leva milhares a Alto Paraíso

Por Maya Santana

Construção em forma de disco voador e um boneco ET na entrada da cidade

O fim do mundo virou conversa de bar em Alto Paraíso. Às vésperas do dia 21 de dezembro, data que, de acordo com o calendário maia, encerra um ciclo de 5.125 anos e marca o fim do planeta, a cidade do interior goiano, encravada na Chapada dos Veadeiros, só pensa nisso. Não é à toa. Cético ou crédulo, difícil é encontrar algum morador alheio ao assunto. A crença de que a localização da cidade pode protegê-la do apocalipse fez a venda de terrenos explodir este ano.

As reservas nas pousadas para a próxima sexta-feira estão esgotadas. Com medo de desabastecimento, a prefeitura orientou a população a estocar comida. Até os que não dão bola para a previsão temem que, pelo menos em Alto Paraíso, o mundo acabe de verdade.

Cortada pelo paralelo 14, que também atravessa Machu Picchu, no Peru, Alto Paraíso fica sobre uma placa de quartzo de quatro mil metros quadrados cercada por rochas e paredões. Os místicos acreditam que a força dos cristais protege a cidade de qualquer Armagedom. A dúvida é o quanto poderá protegê-la da horda de turistas. A prefeitura estima dez mil, numa cidade com sete mil habitantes.

O trauma da virada de 1999 para 2000 ainda está fresco na memória local. Naquele ano, uma conjunção inédita de astros também profetizava o fim dos tempos. O resultado foi uma crise de abastecimento nos supermercados e um apagão pela sobrecarga elétrica devido aos três mil turistas.

— Algumas pousadas estão contratando gerador de energia — explica o corretor imobiliário Nilton Kalunga, que se prepara para o seu segundo fim do mundo. Leia mais em www.oglobo.com.br


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