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Aos 74, fotógrafa faz série de autorretratos nua

Por Maya Santana

O objetivo das fotos é buscar um novo olhar sobre a velhice

O objetivo das fotos é buscar um novo olhar sobre a velhice


Haverá, por certo, aqueles e aquelas que vão dizer que é um trabalho de mau gosto. Mas ninguém poderá negar a ousadia da septuagenária fotógrafa Marna Clarke. Ela própria admite neste artigo publicado pelo site virgula: “Nem todo mundo está pronto para olhar para corpos nus, ainda mais velhos.” Tem a minha admiração.

Leia o artigo:

Por quê o envelhecimento precisa sempre ser visto como algo ruim e feio? Aos 74 anos, a fotógrafa Marna Clarke quis quebrar esse tabu e mostrar uma outra visão sobre a velhice e por isso, teve a ideia de tirar retratos de si mesma. Em alguns deles ela aparece completamente nua (ao lado do marido, Igor ) e em outros mostra apenas algumas partes do seu corpo.

Marne completamente despida diante do marido

Marna completamente despida diante do marido

“Eu queria ver como o ‘velho’ se parecia em mim, então comecei a tirar fotos do meu corpo nu: pés, mãos, tronco, braços, pernas, rosto, cabelos. Eu precisava segurar as fotos em minhas mãos, não apenas me olhar no espelho por um instante. Nem todo mundo está pronto para olhar para corpos nus, ainda mais velhos. Eu estava vagando em algum dos nossos tabus culturais, ou seja, o envelhecimento, seus velhos corpos nus e morte”, disse em entrevista ao “Huffington Post”.

Outra imagem da série também com o marido

Outra imagem da série também com o marido

“Nessa cultura de adoração à juventude, os velhos são sempre ignorados, esquecidos, invisíveis. Ainda assim, seres humanos são sempre curiosos sobre os outros e famintos por verdades.Eu queria conferir a beleza e o espírito dessa fase por meio de fotos minhas e da minha vida”, completou a fotógrafa.

A mão com todas as mudanças sofridas ao longo do tempo

A mão com todas as mudanças sofridas ao longo do tempo

Acesse o site de Marna Clarke

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5 Comentários

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maria jose 8 de dezembro de 2014 - 21:50

linndas fotos, amei merece divulgação…voce eh realmente maravilhosa., gostaria muito de poder seguir seus blogs parabens.

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Genoveva 7 de dezembro de 2014 - 20:53

Coragem maravilhosa e invejável Penso que viver conseguindo caminhar até o envelhecimento é ir nos desapegando e a lição final é desapegar do proprio corpo, o que acontece atraves das mudanças que nele vão acontecendo e mostrando que não é mais aquele tão ágil e bonito, mas sim desgastado, cansado…é como uma luz que vai se apagando suavemente.
Então como será possível as pessoas ligadas em plásticas encarar esse “desapego”…?
E o mais doloroso sim, é quando acontecem perdas de partes ou funções, devido a doenças ou acidentes e imediatamente alguem se vê com um o corpo que não pode atender os anseios da mente ainda tão jovem. Envelhecer é encarar a ultima etapa, se desapegando para a partida final, sem poder levar nem o proprio corpo…
Genoveva

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Nenez 6 de dezembro de 2014 - 20:29

Só tem um jeito de ser feliz: aceitando sem neuras e buscando outros motivos e razão para viver bem o envelhecimento!

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Mauricio Cardim 6 de dezembro de 2014 - 19:43

Sem muitas palavras… Gostei.

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maria alice 6 de dezembro de 2014 - 17:59

Mudanças que acontecem com todos nós ao longo da vida…Felizes os que chegam até aqui e se aceitam,se amam e são muito felizes!!!

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