Frio: doença respiratória aproveita para atacar

Por Maya Santana
As pessoas sofrem com coriza, dores no corpo, tosse, febre e mal-estar geral

As pessoas sofrem com coriza, dores no corpo, tosse, febre e mal-estar

Matéria excelente escrita por Lilian Monteiro para o portal Uai nos alertando para os cuidados que devemos ter para afastar as doenças respiratórias, que aproveitam o inverno para atacar, principalmente, crianças e pessoas com mais idade.

Leia:

A estação mais fria do ano exige cuidado redobrado com a saúde. O ar mais seco facilita o aumento da poluição e a proliferação de vírus, o que, consequentemente, contribui para elevar a frequência das infecções das vias respiratórias. Breno Figueiredo Gomes, diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, diretor-administrativo adjunto da Associação Médica e clínico-geral do Hospital Mater Dei, alerta que há várias razões para adoecermos no inverno, e não é só por causa das baixas temperaturas. “O mais importante é o fato de as pessoas ficarem em locais mais fechados. Dessa forma, a contaminação, principalmente por vírus, é mais frequente.”

As infecções respiratórias são as vilãs dessa estação e muitos sofrem com as mais comuns, como sinusite, otite, pneumonia, gripe, resfriado, rinite, asma, amigdalite, bronquite… “Coriza, dores no corpo, tosse, febre e mal-estar geral. Os sintomas são muito semelhantes e uma avaliação médica é fundamental para a definição adequada do diagnóstico”, alerta o clínico, enfatizando que as atitudes mais corretas nesse período, que asseguram uma prevenção adequada, são “evitar ambientes fechados com pessoas doentes, lavar as mãos e proteger a boca ao tossir”.

Breno Gomes diz que há muitos equívocos em relação à crença popular, que aponta como desencadeadores das doenças de inverno andar descalço, dormir com o cabelo molhado, tomar sorvete, beber água gelada, abrir geladeira, pegar chuva e ficar no sereno, entre outras. Essas seriam atitudes que levariam a infecções respiratórias. “Mais mito que verdade. Tudo que irrita as mucosas predispõe a infecções: alergias e mudanças climáticas, por exemplo.”

O médico chama a atenção também para um erro comum nesse período, que é a automedicação. As pessoas invadem as farmácias atrás de medicamentos para gripes e resfriados (muitos não diferenciam um do outro) e se entopem, seja de anti-inflamatórios, seja de cápsulas de vitamina C. Enfim, atitude condenáveis. “A regra é uma só: sempre passe por uma avaliação do seu médico. Segurança é fundamental.”

O médico alergista Cláudio Oliveira Ianni, presidente da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia Regional de Minas Gerais, lembra que as alergias aumentam no inverno porque há maior circulação de vírus. Até por isso que a vacinação para gripe, por exemplo, começa em abril. Ele explica que a alergia ocorre porque “o ar frio facilita as reações alérgicas diante das mucosas vulneráveis”.

Cláudio Ianni reforça que o ar seco provoca inversão térmica e a poluição fica mais próxima do solo, o que dificulta a sua dispersão. Ou seja, todos passam a respirar a poluição, que desencadeia irritação das mucosas. Daí surgirem as rinites, sinusites, asmas, bronquites. O médico alerta que as reações alérgicas estão por todo lado, como na poeira da casa e nas roupas de frio guardadas por muito tempo, com presença de ácaro e pó. Aliás, é preciso atenção com os agasalhos de inverno. “Recomendo lavá-los antes de usar, passá-los a ferro e dar um banho de sol. E, com o fim do frio, lavá-los antes de guardar, de preferência em sacos plásticos.” Clique aqui para ler as dicas para afastar as doenças de inverno.


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