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Fuga de jovens expõe envelhecimento de Portugal

Por Maya Santana

Bairro Alfama, em Lisboa, capital de Portugal, que já é o sexto país mais velho

Lisboa, capital do país que já tem a 6ª população mais velha

Portugal, de acordo com dados oficiais de 2013, tem em torno de 10 milhões e 500 mil habitantes. O que significa o equivalente a pouco mais de 5% da população brasileira. É, portanto, um país bem pequeno, quando se trata do número de pessoas que vivem em seu território. Por isso o governo se mostra tão preocupado com a quantidade de jovens portugueses que vão cada vez mais para o exterior, em busca de melhores condições de vida em outras partes da União Européia, principalmente. O número de pessoas com mais de 60 anos no país também só aumenta. Hoje, Portugal detém o título de sexta nação com população mais envelhecida no mundo.

Leia o artigo da revista Exame:

Uma das maiores ondas de emigração da história e taxas de natalidade nos níveis mais baixos já registrados desafiam uma mudança geracional de um envelhecido Portugal, que em uma década perdeu meio milhão de jovens que saíram do país

Um relatório publicado neste mês pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) retrata um país cada vez mais velho, onde os jovens, além de representar uma fatia menor da população, têm mais dificuldade de encontrar trabalho, apesar de hoje em dia estarem mais preparados. A emigração em busca de melhores oportunidades, condições econômicas que atrasam a formação de uma família e a consequente baixa natalidade explicam porque os jovens são apenas um quinto da população portuguesa.

Porto, a segunda cidade mais importante do país

Porto, a segunda cidade mais importante do país

Se as condições atuais permanecerem, o INE estima que entre 2030 e 2060 os jovens possam representar somente entre 15% e 13,5% da população.Portugal já é o sexto país mais velho do mundo, com uma taxa de envelhecimento que disparou nas últimas décadas, ao passar de 27% em 1960 para 129% em 2012, 14 pontos acima da média europeia. A perda populacional de jovens, de idades entre 15 e 29 anos, ocorreu na maioria dos municípios portugueses entre 2001 e 2011 (302 das 308 localidades estudadas).

Neste período, o interior de Portugal, zona caracterizada por um grave problema de êxodo, foi o que sofreu as maiores perdas, com uma diminuição do número de jovens em alguns municípios de mais de 40%. A recessão que Portugal sofre desde 2011 aumentou a emigração, até a questão se tornar um dos principais temas do debate nacional. A portuguesa Rita Ferreria, de 25 anos, decidiu emigrar após fazer mestrado em comunicação e estagiar em várias empresas sem perspectivas de contratação.

A jovem saiu do país para Bruxelas em plena crise econômica por não encontrar ofertas de trabalho e por ‘não querer fazer mais uma bolsa de estudos’, afirmou. Estima-se que em 2012 o número de jovens em emigração permanente (superior a um ano) era de 26 mil, o que representa a metade de toda a emigração portuguesa e um aumento de 14,5 pontos em relação ao ano anterior. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Antonio f reis 11 de outubro de 2014 - 23:10

Boa materia …….

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