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Gal Costa beira a perfeição em show intimista

Por Maya Santana

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Muito bom este artigo de Luciana Rabassallo, para a revista Rolling Stones, sobre a apresentação do show “Espelho d’Água”, de Gal Costa, em São Paulo. A autora chama a atenção para a beleza da voz “madura” de Gal. Na semana passada, fui ao show de 50 anos de carreira de Maria Bethânia, no Rio. E também me surpreendi com a bela voz, praticamente intacta, dessa outra Doce Bárbara. No espetáculo de Gal, ela anunciou o lançamento de um novo álbum este ano.

Leia o artigo:

Quando Recanto (2011) chegou às lojas, muitos fãs tradicionalistas de Gal Costa torceram o nariz. Julgaram a obra demasiadamente moderna, quase uma tentativa desesperada de comunicação com as gerações mais jovens. Com o passar do tempo (e a digestão dos puristas), o disco se tornou um marco na carreira da cantora. Agora, ela volta aos palcos com show que faz um contraponto exato ao que pudemos ver durante as apresentações da turnê “Recanto”.

Sem bateria eletrônica, percussão, naipe de metais, teclados ou efeitos no microfone, o show “Espelho d’Água” tem um único protagonista: a voz plena de Gal Costa. Acompanhada apenas por Guilherme Monteiro e o violão/guitarra dele, a cantora presenteou o público que lotou o teatro do Sesc Pinheiros, na noite desta quinta, 22, em São Paulo, com um belíssimo concerto.

Ao som de “Caras e Bocas”, parceria entre Caetano Veloso e Maria Bethânia, que Gal lançou em 1970 no disco de mesmo nome, a voz da interprete preenche o palco. O cenário é simples: duas caixas de som, um pedestal, uma banco, a cadeira de Monteiro e os instrumentos dele. Nos primeiros instantes, há uma sensação de vazio para aqueles que estão acostumados aos espetáculos lotados de telões e pirotecnias que lotam os palcos e desviam a atenção da plateia do essencial: a música. Em seguida é a vez de “Passarinho” (Tuzé de Abreu), “Minha Voz, Minha Vida” (Caetano Veloso) e “Folhetim” (Chico Buarque).

“Boa noite”, diz Gal após uma efusiva salva de palmas. “O repertório deste show é formado pelas canções mais importantes da minhas carreira e também por aquelas que eu mais gosto de cantar. Quero ressaltar a importância do Guilherme para essa empreitada. Afinal somos só eu e ele aqui”, afirma. “Eu o conheci quando ele substituiu o Pedro [Baby, guitarrista oficial da banda que a acompanha] em uma apresentação da turnê ‘Recanto’. Durante os ensaios, ele fez essa cama que qualquer cantora gosta”, contou, antes de acrescentar: “Foi nessa hora que eu gamei”.

Com interpretações irrepreensíveis, “Vaca Profana” (Caetano Veloso), “Coração Vagabundo” (Chico Buarque), “Negro Amor” (Bob Dylan/ versão: Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti) e “Tigresa” (Caetano Veloso) emocionaram o público e arrancaram lágrimas dos mais sensíveis. Observando o clima de comoção, Gal assumiu o microfone para dar a sentença: “Essas aqui são grandes facadas no peito, não é?”. Grande coadjuvante durante todo o espetáculo, a belíssima iluminação foi um destaque. Cores quentes em momentos íntimos e variações de tons frios nas canções festivas fizeram a plateia, literalmente, sentir na pele as três partes do show.Clique aqui para ler mais.

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