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A história vivida pela francesa Gisèle Pelicot parece um filme de terror. Depois de casada com o mesmo homem durante 50 anos, Dominique Pelicot, com quem teve três filhos, ela ficou sabendo que, pelo menos ao longo de uma década, ele punha remédio no que ela comia ou bebia, e, depois de constatar que estava desacordada, chamava homens – foram pelo menos 80 desconhecidos – para estuprá-la. E mais: filmava tudo.

Esse é um crime de gênero, contra a mulher, dos mais chocantes, mais abusivos, mais repugnantes. Mas Gisèle Pelicot demonstrou grande coragem: não se escondeu ou se deixou abater. Ao contrário, foi à luta e acaba de lançar “Um Hino à Vida” (Companhia das Letras), título do livro no qual conta, sem poupar detalhes, sua perturbadora história.
Dos homens recrutados pelo marido, 50 estão presos. E ela relata nesta entrevista a Cecília Malan, para o programa Fantástico, da TV Globo, que, dos três filhos, foi a filha que reagiu com maior indignação. A filha não entende porque a mãe não tem ódio de Dominique. Tanto assim que Gisèle já anunciou que pretende visitá-lo na prisão. Diz que quer olhá-lo nos olhos e fazer uma pergunta: Por quê?
Veja trechos da entrevista:





