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Estreou na quinta-feira, 11 de dezembro, nos cinemas Sexa, primeiro filme de Glória Pires como diretora. Aos 62 anos, a artista está à frente de um longa, como protagonista também, que fala do enorme preconceito contra quem passou dos 60 anos – mais ainda contra uma mulher mais velha que namora um homem de 35 anos.
O preconceito se manifesta de todos os lados, a começar pelo filho que não aceita que ela esteja mantendo um romance com um homem (Thiago Martins) tão mais jovem.
Glória Pires interpreta Bárbara, profissional do mercado editorial que chega ao aniversário de 60 anos na “coitadolândia”, como brinca a sua vizinha e confidente (Isabel Fillardis).
Seus problemas com o fato de se tornar sexagenária são agravados por um filho de 33 anos (Danilo Mesquita) que insiste em lembrá-la da idade como se fosse um defeito.
O relacionamento coloca à prova não só o preconceito social em relação ao envelhecimento, aquele que vem “dos outros”, mas também os preconceitos internalizados — aqueles que “os outros” semeiam em quem os rodeia.
Escrito por Guilherme Gonzalez, com a colaboração de Gloria e de Bianca Lenti, “Sexa” explora esses temas com leveza e humor, mas com diálogos às vezes didáticos demais.
Ambientado em bolha de tranquilidade da classe média do Rio de Janeiro, fala do Arpoador nos tempos de Tom Jobim e recorre a Maria Bethânia, com “Prudência”, para enfatizar a “saudade de sentir prazer”. (Fonte: O Globo)
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