Elas protestavam contra a censura no Brasil

Por Maya Santana
passeata contra a censura, no Rio de Janeiro, em 1968: Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara, Norma Bengel

Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara, Norma Bengel

Esta é uma foto fantástica: a fina flor do cinema e do teatro protestando nas ruas do Rio de Janeiro, até alguns anos antes a capital do Brasil, contra a censura que andava mais do que ativa no país naquele ano de 1968. Ainda bem jovens, Eva Tudor, Tônia Carrerro, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengel, de mãos dadas, lideram uma passeata. (O curioso é que das seis, apenas Leila, a mais jovem de todas, não está mais entre nós). O regime militar viveu o seu momento mais autoritário até então em dezembro de 68, quando foi decretado o Ato Institucional Número 5 – a expressão mais acabada da ditadura (1964-1985). O dirigente militar era o general Arthur da Costa e Silva.

Costa e Silva sucedeu ao marechal Humberto Castelo Branco, o militar que assumiu a presidência após o golpe. Na madrugada de 31 de março para 1º de abril de 1964, líderes civis e militares conservadores derrubaram o presidente João Goulart. Diversos fatores levaram ao golpe. Mas, resumidamente, pode-se dizer que o movimento surgiu para afastar do poder um grupo político, liderado por João Goulart, que, na visão dos conspiradores, levava o Brasil para o “caminho do comunismo”.

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E ainda: “O dia que durou 21 anos”


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