Hábitos que podem acelerar o envelhecer da voz

Por Maya Santana
Dos 25 aos 40 anos, o ser humano tem o auge da potência vocal

Dos 25 aos 40 anos, o ser humano tem o auge da potência vocal

Eu tinha pouco mais de 50 anos, estava na casa dos meus pais, quando o telefone tocou e atendi. Do lado de lá, era uma amiga a quem não via havia quase uma década. Ao invés de saudar a oportunidade de falarmos uma com a outra depois de tanto tempo, ela disparou: “Mas você está com voz de velha. Achei que fosse a sua mãe” – naquela época, minha mãe estava com mais de 80 anos. Foi assim, através da agressiva franqueza da minha amiga, que comecei a reparar: como todo o resto, nossa voz também perde a juventude. Neste artigo, publicado pelo portal Uai, algumas dicas para que o envelhecimento se dê com menos rapidez.

Leia;

Da mesma forma que o restante do corpo, a voz sofre os efeitos do envelhecimento. Dos 25 aos 40 anos, o ser humano tem o auge da potência vocal. Depois desse período, alterações estruturais na laringe trazem impactos na produção do som, bem como o aparelho fonador tem uma redução na elasticidade dos tecidos. Há também um decréscimo da lubrificação das pregas vocais e na força muscular, algo que fica ainda mais evidente a partir dos 65 anos.

Fatores externos também entram na conta. Nas mulheres, o cigarro pode trazer como efeito uma voz mais grave. A menopausa, pelas alterações hormonais, também é capaz de acelerar a presbifonia. De acordo com a doutora em distúrbios da comunicação humana pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Silvia Pinho, são elas as que mais procuram os especialistas. A médica explica que, diante de tantas intervenções cirúrgicas para melhorar o visual, as mulheres querem também manter uma voz mais jovem. “Até cirurgiões plásticos encaminham pacientes para fazer esses exercícios, porque elas querem estética vocal melhor”, garante.

A médica diz que o trabalho de fonoterapia envolve exercícios de escala de graves e agudos. “É como se você fizesse uma ginástica na voz para fortalecê-la”, garante. Silvia explica que, apesar de o canto ser uma das melhores formas de conseguir uma melhoria, ele nunca deve ser a primeira opção caso a presbifonia já esteja estabelecida. “Antes, é preciso que seja feito todo o trabalho de fonoterapia. Somente depois dele é que indicamos as aulas de canto.” Clique aqui para ler mais.


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais