Harrison Ford, 71 anos, corre da aposentadoria

Por Maya Santana
O ator diz que tem muitas coisas que ele ainda quer fazer

O ator diz que tem muitas coisas que ele ainda quer fazer

Com seu tipão bonito, Harrison Ford, o inesquecível Indiana Jones, é outro setentão em plena atividade que ainda não parou um segundo para pensar na aposentadoria. Seu mais novo filme “Ender’s Game” deve chegar ao Brasil em dezembro. Neste artigo, “Alma de Carpinteiro”, de Luiz Carlos Merten, para o Estadão, o ator diz que “ainda quero fazer muita coisa” e diz que atuar é como trabalhar como madeira.

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Aos 71 anos – nasceu em Chicago, Illinois, em 13 de julho de 1942 -, Harrison Ford continua achando que, apesar dos numerosos prêmios de carreira que já recebeu -, sua vida e obra são ainda um ‘work in progress’. “Não penso em aposentadoria”, ele diz. “Ainda há muita coisa que quero fazer, mas, é claro, depois de um certo tempo, a gente começa a diminuir o ritmo.” O novo longa, Ender’s Game, baseia-se na série de livros de Orson Scott Card, publicada no Brasil pela Editora Devir. É assinado por Gavin Hood, o diretor sul-africano que venceu o Oscar de filme estrangeiro com Tsotsi, em 2005. No Brasil, será distribuído pela Paris, em dezembro, após Jogos Vorazes – Em Chamas, que vai tomar de assalto as salas no mês que vem.

Harrison interpreta um personagem antipático. É o instrutor que escolhe jovem para liderar as forças da Terra na batalha decisiva contra os extraterrestres. Ele manipula o garoto, mas quanto e como isso ocorre você vai ter de esperar para ver em O Jogo do Exterminador, que foi o subtítulo que o filme ganhou no Brasil. “Quando interpretei um vilão em Revelação (de Robert Zemeckis, 2000), a imprensa se preocupou mais com isso do que eu. Entendo, porque sou aquilo que se chama um astro, tenho uma imagem. Mas seria muito chato ficar preso a essa imagem. Cada vez me interesso menos pelo personagem. Não me leve a mal. Quero dizer que o que me interessa é a história. Se a história é boa, quero fazer parte do projeto. E não faz mal se o personagem é vilão ou herói, simpático ou antipático. Não julgo, nunca julguei moralmente meus personagens. Interpretei alguns muito éticos, outros nem tanto. Mas espero que ninguém me acuse de ter ajudado a contar histórias desinteressantes, ou que promovam a discriminação e o ódio.”

Ele se lembra quando chegou em Los Angeles, em 1964. Naquela época, queria ser radioator. Achava que sua estampa era comum, mas tinha boa voz. Em 1966, fez umas ponta em O Ladrão Conquistador e foi contratado pela Columbia – um contrato de cinco anos, que começou com o salário semanal de US$ 160. “Ninguém respeita alguém que ganhe tão pouco. Tive uma participação em Zabriskie Point(de Michelangelo Antonioni), ia fazer o Model Shop(O Segredo Íntimo de Lola, de Jacques Demy), mas outro ator pegou o papel. Em 1970, estava tão desiludido, e ainda com mulher e filho para sustentar. Fui ser carpinteiro, porque ganhava mais – até US$ 600, numa semana boa”, ele lembra.  Clique aqui para ler mais.


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