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HISTÓRIA DE VIDA: Sessenta

Por Maya Santana

“Será um dom, fé ou sorte? Não sei”

Com o texto de Neuza Gouvêa, inauguramos a seção HISTÓRIA DE VIDA do nosso blog. Queremos abrir espaço para que você conte a sua história, compartilhe sua experiência e nos dê sua visão de mundo. Mande seu texto, de preferência com uma foto, para que possamos publicá-lo.

Neuza Gouvêa

Dizem que os anos pesam. Em algumas pessoas até podemos notar esse peso. Como se a vida as tivesse deixado cansadas dos fardos que carregaram nas costas. Em outras pessoas, porém, não notamos esse peso, apesar de um sofrimento visível por doença, perda de alguém amado ou qualquer outro motivo. São pessoas sempre em paz, que nos passam calma.

Suponho que esse fardo sejam as mágoas, decepções, sofrimento. A verdade é que todos nós já nos magoamos, nos decepcionamos, sofremos, por algum motivo ao longo da passagem dos anos. O que difere cada um é o modo como carrega esses fardos. Alguns os transformam em algo leve, outros os deixam em algum lugar, talvez, e outros os tornam cada dia mais pesados colocando pedras a cada passo do caminho. Pedras que poderiam ter ficado por lá.

Talvez nem seja uma questão de idade,seja uma maneira de encarar a vida e suas dificuldades. Uns reclamam de tudo, outros, além de sorrir, conseguem transmitir essa alegria. Será um dom, fé, sorte? Não sei. Sei que meus sessenta anos não me pesam, me sinto leve e em paz. Ao longo deles, fui diversificando as coisas de que gosto, aprendendo a me sentir feliz quando as faço e isso não é difícil porque são coisas simples, como:

Gostar dos dias ensolarados,de nadar no mar e de andar na areia sozinha.
Gostar de conversar, de rir, de abraçar.
Gostar de dançar, de música, de cantar.
Gostar de estrada , de dirigir, de viajar.
Gostar de cerveja e de fazer comidinhas gostosas.
Gostar de filmes, de livros, de TV.
Gostar de artesanato, de tricô, de crochê.
Gostar de escrever, de planejar e de mudar os planos.
Gostar de ver fotos, de lembrar do que já vivi, de sonhar.
Gostar de pessoas, de me ver no espelho, de mim.
Isso tudo e mais alguma coisa me deixam muito feliz e sem o falado peso dos anos.
Será um dom, fé ou sorte? Não sei.

Fonte: Blog de lembranças

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1 Comentários

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Dóris Maia 27 de setembro de 2015 - 16:32

Tenho 61 anos vou fazer 62 mais me sinto muito bem, faço até coisas que não fazia antes.
Hoje me amo muito mais que antes, minha auto estima nunca esteve tão em alta. Sou Alegre, gosto de música , faço academia, danço ; bem hoje ” Me sinto mais Eu “

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