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Histórias de gente que não vê na idade empecilho para viver bem

Por Maya Santana

Rosa Rinaldi, 71:"Parei de trabalhar e tive uma depressão, em 2003, quando já era viúva e estava com um irmão adoecido. Comecei a engordar, a enfeiar e a me largar. Até que fui fazer um exame médico simples, mas que deu um revés e me fez parar no CTI. Aí, resolvi virar a mesa e decretei: “Eu não vou morrer, não"

Rosa Rinaldi, 71:”Parei de trabalhar e tive uma depressão, em 2003, quando já era viúva e estava com um irmão adoecido. Comecei a engordar, a enfeiar e a me largar. Até que fui fazer um exame médico simples, mas que deu um revés e me fez parar no CTI. Aí, resolvi virar a mesa e decretei: “Eu não vou morrer, não.” Agora, caminho todos os dias, faço bicicleta, musculação, pilates e sempre me aventuro em alguma coisa nova, até tirolesa

Maya Santana, 50emais

Nesta página, você vai encontrar várias histórias de pessoas que estão envelhecendo – já passaram dos 50, 60, 70 anos – e continuam determinados a viver bem, a não se deixar levar pelo conforto do sofá, onde poderiam permanecer o dia inteiro vendo televisão ou sem fazer nada. Parados, avessos a qualquer atividade que exija movimentar o corpo. A aposentada Rosa Rinaldi, 71, é o exemplo da idosa de bem consigo mesma. Tem horror àqueles que envelhecem sempre se queixando, principalmente de doenças. Para ela, que adoeceu e chegou a ser levada para o CTI de um hospital, saber viver é saber administrar as dificuldades da vida e focar no que é bom. Acha também que sem se mexer é impossível levar uma vida plena: “O que me movimenta é não querer ficar parada”, diz.

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Ela é vaidosa. Não sai de casa sem passar, ao menos, hidratante, base com filtro solar, rímel e batom, pois acredita que o rosto é como um cartão-postal. A pele bem cuidada, os cabelos naturalmente ainda escuros e o sorriso fácil e contagiante surpreendem alguns quando a aposentada Rosa Rinaldi revela quantos anos tem: 71. A moradora de Botafogo faz parte de uma parcela cada vez mais numerosa da população que chega à terceira idade celebrando a vida, esbanjando boa forma e bem-estar, com a agenda cheia de atividades.

Conforto. Sandra Maia (coordenadora), Ibitinga (de pé) e Rocha, sócios, do projeto Mandala Sênior Living: segunda adolescência para idosos

Conforto. Sandra Maia (coordenadora), Ibitinga (de pé) e Rocha, sócios, do projeto Mandala Sênior Living: segunda adolescência para idosos

Em uma recente pesquisa publicada pelo IBGE (intitulada Síntese de Indicadores Sociais — SIS: uma análise das condições de vida da população brasileira 2016) foi constatado que a presença de idosos a partir de 60 anos no total da população passou de 9,8%, em 2005, para 14,3% dez anos mais tarde. Não à toa, pessoas como Rosa formam um nicho com potencial de alavancar a economia.

— Eu caminho todos os dias, faço bicicleta, musculação, pilates e sempre me aventuro em alguma coisa nova, até tirolesa. O que me movimenta é não querer ficar parada. Eu tenho grupos separados por perfil de amigos: o povo que gosta de malhar; o povo que gosta de tomar chope; o povo que gosta de ir a uma exposição… E me orgulho de dizer que, há mais de dez anos, não assisto a novelas — destaca a aposentada que não para no sofá.

Formada em Biblioteconomia, ela cursou também Propaganda e Marketing e Turismo — um perfil mandala, como gosta de dizer, de quem gosta de experimentar. Em encontros com pessoas de sua faixa etária, porém menos otimistas do que ela, prefere se blindar dos frequentes lamentos que ouve, especialmente sobre doenças. Mesmo já tendo passado por altos e baixos, ela defende que saber viver é saber administrar as dificuldades da vida e focar no que é bom.

— Parei de trabalhar e tive uma depressão, em 2003, quando já era viúva e estava com um irmão adoecido. Comecei a engordar, a enfeiar e a me largar. Até que fui fazer um exame médico simples, mas que deu um revés e me fez parar no CTI. Aí, resolvi virar a mesa e decretei: “Eu não vou morrer, não”. Temos que nos sentir felizes todos os dias por acordarmos vivos — frisa.

Até o fim do ano passado, Rosa morava com o filho, de 29 anos, que se mudou apenas para outro bloco do mesmo condomínio, o que foi o bastante para despertar na aposentada a tal síndrome do ninho vazio. Por isso, ela e seu cãozinho de estimação seguirão novos rumos. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Histórias de gente que não vê na idade empecilho para viver bem | JETSS – SITES & BLOGS 15 de fevereiro de 2017 - 12:09

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