Histórias de gente que passou dos 80 e trabalha

Por Maya Santana
Engenheiro Medeiros: sempre em busca da perfeição

Engenheiro Medeiros: sempre em busca da perfeição

Sou sempre atraída por estas histórias de gente que vai trabalhando a vida toda, independente, ativo, fazendo sempre o que gosta. Aqui estão alguns casos de pessoas que já passaram dos 80 anos e continuam trabalhando e desfrutando do que a vida tem de melhor. Qual é o segredo delas?

Leia o artigo publicado pelo Zero Hora, de Porto Alegre:

Vestir o pijama e ficar em casa brincando com os netos? Ainda não. Que tal matar as tardes jogando damas na praça? Fique certo de que recusariam a proposta, podendo até se ofender em caso de insistência. Eles e elas já passaram dos 80 anos, mas esbanjam entusiasmo e adoram a profissão que construíram ao longo da vida. Fazem parte do grupo de oitentões que não larga o batente.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, o percentual de idosos economicamente ativos quase dobrou nos últimos 20 anos, subindo de 2,8% (1993) para 5,4% (2013), segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Esse dado é apenas um indicativo da crescente força de trabalho dos mais velhos, já que as estatísticas ainda jogam luz apenas nas pessoas com mais de 60 anos. Mas os oitentões estão aí, cheios de planos, como mostram a seguir Gladys, Medeiros, Barata e Felker.

Gladys Cabral Borges

Gladys Cabral Borges: viajante por compulsão

Aos olhos dos 13 netos que a mimam, Gladys Cabral de Mello Borges é comparável a um Marco Polo de saias no século 21. Já viajou tanto pelo mundo, excursionando por lugares remotos, que restam poucos recantos a conhecer. Falta desbravar a África, mais precisamente a região central, porque nos extremos norte e sul ela já esteve.

Esta avó de sorriso encantador, fluente em inglês e espanhol, iniciada no francês e agora estudando italiano – pois está sempre aprendendo coisas novas –, é uma das 145 mil gaúchas com 80 anos ou mais, segundo a FEE. Ela própria revela: tem 81 anos “e meio” e nenhuma queixa da vida. Na verdade, tem uma.

– Só reclamo que ainda não recebi bisnetos… – brinca.

Gladys é viajante por compulsão, guia de turismo por profissão. É sócia de uma agência, em Porto Alegre, especializada em visitar locais exóticos – além dos tradicionais. Ela acaba de voltar da Etiópia e de Omã com um grupo, desistiu do Iêmen no último momento ao ser alertada de que o país estava em conflito com a rede Al-Qaeda.

– Não se pode pôr em risco os clientes – diz ela, referindo-se aos seus “jovens” turistas, alguns deles passando dos 90 anos. Clique aqui para ler mais.


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