Tributo à protetora de gorilas que faria 82 anos

Por Maya Santana
Dian Fossey, zoolóloga, foi assassinada por caçadores de gorilas aos 53 anos de idade

Dian Fossey, zoolóloga, foi assassinada por caçadores de gorilas aos 53 anos de idade

É tão bonita a história de Dian Fossey, uma mulher que dedicou a vida à proteção de animais, no caso, os gorilas da África, e por isso foi assassinada. Ela fazia uma campanha contra os caçadores de gorilas, que haviam abatido o seu animal preferido para arrancar as patas, usadas – imagine! – na produção de cinzeiros. Foi encontrada morta aos 53 anos, em dezembro de 1985. Seus assassinos nunca pagaram pelo seu crime. Dian Fossey faria 82 anos neste 16 de janeiro. Pela sua importância, está sendo homenageada pelo Google.

Leia:

A zoóloga Dian Fossey, famosa pelo estudo do comportamento de gorilas por cerca de duas décadas na África, é a homenageada desta quinta-feira no Doodle do Google. Na página incial do buscador, o Doodle mostra Fossey próxima dos gorilas, protagonistas do famoso livro “Gorillas in the Mist” (Nas montanhas dos Gorilas), de 1983, sobre sua história e trabalho científico que virou filme em 1988.

Dian Fossey recebeu instrução em trabalho de campo com chipanzés da especialista Jane Goodall e começou a assistir e registrar o comportamento de gorilas-das-montanhas. O trabalho dela levou-a para o então Zaire e depois para Ruanda onde abriu o centro de Pesquisa Karisoke. Após anos de observação paciente, os gorilas vieram a conhecer e confiar nela, e Fossey descobriu que podia sentar-se no meio de um grupo e até mesmo brincar com os jovens. Conheceu os animais como indivíduos e até mesmo lhes deu nomes.

A atriz Segourn Weaver fez o papel de Dian no filme Nas Montanhas dos Gorilas. Assista ao trailer:

Em 1980, foi para Inglaterra e ingressou na Universidade de Cambridge onde obteve um doutorado em zoologia. Depois obteve uma posição como professora  na Universidade de Cornell, em Nova York, onde escreveu sobre suas experiências Ruanda. No ano seguinte retornou ao Centro de pesquisa Karisoke para continuar sua pesquisa e trabalho de campo.

Quando seu gorila favorito, Digit, foi morto para obtenção de suas mãos (com as quais se faz cinzeiros), Fossey começou uma campanha contra a atividade. Seus discursos, infelizmente, tornaram-na um alvo da violência por parte dos caçadores furtivos e dos elementos corruptos do exército de Ruanda. Em 1985, Dian foi encontrada morta em sua cabana, fruto de um assassinato.1 Ninguém jamais achou o seu assassino, embora suspeitem que seja um caçador de gorilas.

O seu legado mantém-se vivo em várias organizações e sociedades dedicadas a salvar da extinção desses primatas. Graças ao trabalho de Fossey, a consciência do mundo para com a extinção do gorila-das-montanhas aumentou, e os animais são protegidos agora pelo governo ruandês e várias organizações de conservação internacionais, inclusive o The Dian Fossey Gorilla Fund International. (Fonte: wikipedia)


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