Homens fazem acordo para compartilhar esposa

Por Maya Santana
Mwendwa disse que ama a mulher e que o contrato cria limites para viverem em paz

Mwendwa disse que ama a mulher e que o contrato ajuda o trio viver em paz

A notícia está na primeira página do site da BBC Brasil e chama a atenção pelo inusitado da história: dois homens resolveram assinar um contrato de casamento com a mesma mulher pela simples razão que ambos estão apaixonados e ela não consegue decidir entre um e outro. Ficou com os dois, num caso raro no Quênia, na África, de poliandria – casamento de uma mulher com mais de um homem. Num tempo de tanta violência causada pelo desentendimento entre as pessoas, achei muito civilizado o gesto desses dois quenianos. Por isso estou postando  aqui no 50emais este artigo da BBC Brasil, com os detalhes do caso:

”A notícia de que dois quenianos teriam assinado um contrato de casamento no qual compartilhariam uma mesma esposa está causando polêmica no país. A mulher em questão vinha mantendo relacionamentos com os dois há mais de quatro anos e teria se recusado a escolher entre eles.

O acordo estabelece horários específicos, alternados, para que os futuros maridos, Sylvester Mwendwa e Elijah Kimani, fiquem na casa da mulher e determina que os dois deverão ajudar a criar quaisquer filhos que ela venha a ter.

Advogados do trio disseram que o casamento só poderá ser reconhecido legalmente se for provado que a poliandria (forma de matrimônio de uma mulher com vários homens) é parte dos costumes dos envolvidos.

Mwendwa disse à BBC que ama a mulher e que o contrato cria limites para se vivier em paz. O correspondente da BBC em Nairóbi ─ capital do Quênia ─, David Okwembah, disse que a poliandria não é praticada em comunidades no Quênia.

Segundo ele, muitos ficaram chocados com o “casamento”, argumentando que esse tipo de união não é aceitável em termos da cultura, religião ou lei queniana.

“”Cada um vai respeitar sua parte no acordo. Concordamos em amar uns aos outros e viver em paz. Ninguém nos forçou a fazer esse acordo”, diria também o documento. ”

Defendendo o arranjo, Mwendwa disse ao programa Focus on Africa, da BBC, que embora possa estar desrespeitando a lei, tinha decidido assinar o acordo com Kimani para acabar com a rivalidade entre os dois.” Leia mais em bbcbrasil.com.br


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2 Comentários

Juliana Silva 27 de agosto de 2013 - 21:57

“Não se decide amar e nem a quem
Amar alguém só pode fazer bem
Seja só uma pessoa ou um harém
Se não existe algoz e nem refém
Amar alguém e outro alguém também”
Amar alguém(Marisa Monte)

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lisa santana 27 de agosto de 2013 - 17:18

É engraçado como as leis muitas das vezes ficam acima da soberania do bem estar civil. E daí que 3 pessoas em um gesto civilizado resolveram adotar um meio nada convencional para que fosse possível o relacionamento entre eles e que vingasse o amor, não o ódio. A sociedade morre de medo do inusitado. E como se sabe, o medo em excesso torna as pessoas burras e faz que elas troquem a possibilidade de serem felizes pelo simples cumprimento da lei. Dá-lhes quenianos!

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