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Ideia do Feminino abrange a história da humanidade

Por Maya Santana

a ideia do Feminino

A ideia do Feminino é fonte de inspiração

Alexandre Moreira, Tarólogo

Domingo e, além disso, Dia das Mães é a oportunidade ideal de comentar um pouco sobre a figura da Imperatriz, o Arcano Maior de número 3 do tarot.

É bastante óbvia a figura da Imperatriz logo no início da sequência dos Arcanos Maiores do tarot. Em sendo a 3ª carta, podemos ver como esse arquétipo do feminino é essencial dentro da linguagem simbólica e esotérica desse oráculo.

A Imperatriz é, antes de tudo, a imagem do feminino. É a mulher, a mãe, a esposa, a amante, a sedutora, aquela que gera, pare e nutre suas crias. Ainda que as cartas do tarot não sejam exclusivas de um gênero, de um sexo, a Imperatriz é associada à beleza, graça, elegância, sensualidade, vaidade, bondade e ao fato de estar intimamente vinculada à ideia de maternidade.
Numa leitura oracular, essa carta pode representar a própria consulente, uma outra mulher, a mãe, gravidez (quando associada a outras cartas específicas), produção, natureza, à geração de ideias, criatividade. Pode-se referir à gravidez de um novo ser humano ou a concepção de uma nova ideia, à criação de algo novo.

Especialmente no tarot a Imperatriz é representada, também, pelas 4 Rainhas da Corte: de paus, espadas, copas e ouros. Cada uma dessas majestades simboliza um dos aspectos da Imperatriz: a força criadora, o raciocínio assertivo, a emotividade e a mantenedora. Cada Rainha é uma das facetas dessa Grande Mãe, do Sagrado Feminino, daquela que concebe, gera, cria, sustenta, oferece recursos, cuida e produz frutos. Diferente da Sacerdotisa, que está associada aos aspectos imateriais, lúdicos, esotéricos e psicológicos do que entendemos por Feminino, a carta de número 3 é a materialização desse mesmo Feminino. É a beleza que podemos sentir e tocar, as emoções que desenvolvemos, a produtividade que podemos medir em termos de trabalho e produção e a firmeza de caráter e opiniões.

Fonte inesgotável de inspiração, a ideia do Feminino abrange toda a história da humanidade, nominando o próprio planeta em que habitamos, que como uma Grande Mãe, provê para que possamos existir e sobreviver, até a própria imagem do Amor que a tudo resiste, resignado em sua missão de gerar o Filho e cria-lo para a sua missão de Redentor. Nos referimos como femininos os artistas, as pessoas criativas, aquelas que cultuam o belo e as, assim chamadas, “coisas do espírito”, as Artes, por exemplo. Imperatriz é um Yves Saint Laurent, um Manolo Blahnik, um Tchaikovsky, um Renoir, um Fabergé, um Marcel Proust. São, ou foram, homens que dedicaram a criar e/ou recriar o Belo em sua forma mais intensa e abrangente.

Imperatrizes são as Mães, as Avós, Bisavós, aquelas que tiveram seus próprios filhos e, também, aquelas que criaram os dos outros. As que se dedicaram `a educação, às atividades artísticas em todas as suas denominações, aos cuidados dos doentes, dos necessitados, dos desamparados, dos órfãos. Imperatrizes são todos e todas aqueles que suprem a carência e as necessidades alheias, dentro e fora do seu círculo familiar e social. São as e os que com a sua criatividade, com a sua maneira inovadora, revolucionária de perceber o Mundo, dedicam-se de corpo e alma para, nesta existência, fazer dele um “berço esplêndido” onde possamos viver mais seguros e mais amados. A essas pessoas, onde quer que estejam ou sejam quem forem, os meus votos de um feliz Dia das Mães.

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