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Ilze Scamparini: o rosto da Globo no Vaticano

Por Maya Santana

A jornalista tem 52 anos, 14 dos quais vivendo na Itália

A jornalista tem 52 anos, 14 dos quais vivendo na Itália

‘Dormi no Sambódromo e acordei no Vaticano”, resume Ilze Scamparini. Era o  dia 11 de fevereiro, e a correspondente da TV Globo em Roma estava de férias,  aproveitando o carnaval do Rio, quando chegou a notícia que chamou a atenção até  do folião mais pagão:

— Depois de muito tempo, fui rever o carnaval, acompanhei todas as escolas do  domingo. Duas ou três horas depois, o telefone tocou. Fiquei paralisada.  Teoricamente, a renúncia dele era possível, Bento XVI já tinha falado disso, mas  ninguém acreditava. Seria um gesto de ruptura. Mas, no fim das contas, pareceu  tão natural — analisa a jornalista, dias antes da escolha do novo Papa, o  argentino Jorge Mario Bergoglio.

De tão associada à cobertura do Vaticano, a repórter teve sua ausência  sentida no dia em que Bento XVI comunicou que renunciaria. Nas redes sociais,  telespectadores demonstraram surpresa. Mas, nas últimas semanas, habemus Ilze diariamente na TV. Católica, ela ressalta a importância do  tema não só para os religiosos.

— O conclave é algo extraordinário não só para os católicos. O Papa é também  um chefe de estado. Em guerras, a diplomacia vaticana pode ter muito valor. No  início dos anos 60, na crise dos mísseis soviéticos instalados em Cuba e  voltados para os Estados Unidos, talvez o pior momento da Guerra Fria, o Papa  João XXIII correu para a rádio vaticana e, em francês, suplicou a Nikita  Kruschev e Kennedy que “não ficassem insensíveis a este grito da Humanidade”. Pediu que a paz fosse salva, implorou pelo diálogo. Poucos jovens sabem que ele  ajudou a evitar a guerra nuclear.

Nestes 14 anos de trabalho na Itália, Ilze acompanhou os passos de dois  papas. E destaca seus estilos bem diferentes: ” Conheci o João Paulo II já velho, por isso muito doce e terno. Dizem que  quando era mais novo era bem enérgico. Acompanhei algumas viagens dele. Um Papa  que emocionava com pequenos gestos. Tinha senso de humor, fazia brincadeiras na  praça, às vezes falava até em dialeto romano. De uma humanidade infinita. (Joseph) Ratzinger é a amabilidade em pessoa, mas racional, coerente.  Acabou conquistando o mundo com um único grande gesto, o último do seu  pontificado.” Leia mais em O Globo.

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2 Comentários

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Rubia Gomes de Assumpção 7 de outubro de 2015 - 13:59

Gente que vergonha o site com erro muito grave de português , ILSE isso não existe e sim ILZE. Mais atenção no editor por favor , isso é uma vergonha

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Osmar Antônio Tomelin 6 de maio de 2013 - 01:53

Boa noite Ilsescamparini,
Assisto muito as tuas reportagens na Globo,
verifico que você tem que melhorar o teu aspecto:
o teu cabelo não condiz com a tua atividade de repórter.
De um trato que vai melhorar o teu aspecto.

Osmar Antônio Tomelin

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